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Trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão em lavouras de alho de Ibiá e Rio Paranaíba

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Nesta última semana, uma operação conjunta da Polícia Federal e da Auditoria Fiscal do Trabalho resgatou 59 trabalhadores em condições análogas à escravidão em lavouras de alho nas cidades de Ibiá e Rio Paranaíba, Minas Gerais. Entre as vítimas, 12 foram identificadas como vítimas de tráfico de pessoas, sendo que 8 mulheres e 4 menores de idade estavam entre os resgatados.

Os auditores-fiscais do trabalharam negociaram as verbas recisórias dos trabalhadores para o cumprimento imediato

Humberto Camasmier, Auditor Fiscal do Trabalho, explicou em entrevista que as vítimas eram recrutadas na região norte de Minas Gerais e enfrentavam condições extremamente precárias, sem registro formal de trabalho, sem equipamentos de proteção individual e sujeitas a jornadas exaustivas. “Esses trabalhadores estavam em completa informalidade, expostos a um ambiente de trabalho degradante, sem direitos básicos como alimentação adequada, água potável, ou locais para realizar suas necessidades fisiológicas,” destacou.

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Trabalhadores foram encontrados em situação isalubre com machucado nas mãos e sem assistência alguma

Além da exposição a riscos físicos, os trabalhadores tinham os custos de ferramentas de trabalho e transporte descontados de seus salários, recebendo apenas por produção, o que impunha um ritmo extenuante e perigoso. A auditoria também encontrou casos de trabalho infantil em atividades descritas como uma das piores formas de trabalho infantil, dado o esforço físico e a exposição ao calor.

As verbas salariais e rescisórias, no total de R$ 350 mil, foram pagas aos trabalhadores durante os dias 29 e 30 de agosto na Agência do Trabalho de Araxá, e eles também receberam o direito a três parcelas de seguro-desemprego especial.

Os trabalhadores dormiam em espumas dispostas no chão e devido a fiação exposta estavam sujeitos a choque elétrico

As irregularidades identificadas resultaram em autos de infração e um relatório foi enviado ao Ministério Público do Trabalho e ao Ministério Público Federal, que irão avaliar a possibilidade de ação civil pública ou criminal contra os empregadores envolvidos. A Agência do Trabalho de Araxá continua à disposição para receber denúncias e orientar tanto trabalhadores quanto empregadores sobre seus direitos e deveres.

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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