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Economia

PIB de Minas Gerais fica estabilizado no primeiro trimestre de 2017

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O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais no primeiro trimestre de 2017 indica que a atividade econômica se estabilizou, em termos reais, em relação ao desempenho registrado no trimestre imediatamente anterior, e alguns setores apontam certa reversão do ciclo recente de retração do nível de atividade produtiva. Os dados são parte do estudo Indicadores CEI – PIB Trimestral de Minas Gerais, publicado pela Fundação João Pinheiro (FJP) nesta quarta-feira (5/7), no site da instituição.

De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), PIB brasileiro, para o mesmo período e na mesma base de comparação, apresentou crescimento de 1,0%. Não houve variação no setor serviço, responsável pela maior parte do PIB, mas registrou-se crescimento robusto da agropecuária (13,4%), com expansão significativa da safra de grãos (soja e milho), e recuperação incipiente da indústria (0,9%).

Em Minas Gerais, os três setores econômicos apresentaram variação positiva do PIB, em relação ao quarto trimestre de 2016, com destaque para o setor agropecuário, que continua registrando desempenho bem mais expressivo do que os setores industrial e de serviços. O crescimento de 10,5% do volume de valor adicionado agropecuário estadual pode ser creditado, basicamente, à expansão da safra de grãos (soja e primeira safra do milho e do feijão), da batata-inglesa (primeira safra) e da banana.


No caso do setor industrial, cujo valor adicionado cresceu 0,4%, chama a atenção a recuperação da indústria extrativa mineral, que cresceu 3,3%, e da indústria de transformação, com crescimento de 2,7%. “Dentro da indústria de transformação podemos destacar o crescimento de algumas atividades como a fabricação de celulose, papel, máquinas e equipamentos e a fabricação de produtos têxteis”, aponta o pesquisador da Fundação João Pinheiro, Glauber Silveira.

No entanto, houve retração no desempenho dos subsetores de construção civil (2,7%) e de energia e saneamento (2,0%). A construção civil ainda sofre com a queda da demanda, particularmente do setor residencial, responsável pelo elevado estoque de unidades prontas e em acabamento. Já o desempenho do subsetor de energia e saneamento foi prejudicado pela dificuldade de normalização do nível dos reservatórios para a geração hidroelétrica e, concomitantemente, pela queda no consumo energético.

No setor serviços, que no cômputo global registrou elevação de 0,8% no valor adicionado no primeiro trimestre de 2017, destaca-se a performance do subsetor transportes, com crescimento de 3,1%. Houve ainda variação positiva nos subsetores de comércio (0,8%) e no agrupamento de outros serviços (0,7%).

“Estamos há vários trimestres enfrentando uma situação de dificuldades e agora existe uma estabilização em relação aos números. No caso de Minas Gerais, o setor econômico tradicional sofreu muito o impacto do desastre ocorrido em Mariana e tudo isso afetou muito a economia mineira”, avalia o secretário-adjunto de Planejamento e Gestão, César Lima.

Segundo Lima, o Governo de Minas Gerais vem realizando um esforço para unir atores econômicos de todo o Estado que possam contribuir para que Minas Gerais possa ultrapassar esse período de dificuldades.

“Uma das ações mais importantes que nós temos feito junto à Assembleia Legislativa é a discussão, por exemplo, da Lei Kandir, que colocaria em Minas e seus municípios recursos adicionais”, informa. “Também temos percorrido todo o Estado discutindo com prefeitos, vereadores e agentes econômicos uma forma fazer com que a economia mineira encontre caminhos para que saiamos dessa crise com um pouco mais de rapidez”, ressalta.

Fonte: Agência Minas

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