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Padrasto acusado de estuprar e matar bebê vai a júri em Uberlândia

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Vai a júri popular na tarde desta sexta-feira (28), o réu Carlos Henrique Gomes Fortunato, de 26 anos, que é acusado de violentar e assassinar a enteada Sophia Lauren Lopes Silva, quando ela tinha sete meses de vida. O crime ocorreu em março do ano passado. O processo tramita na Vara de Crimes Contra a Pessoa da comarca de Uberlândia e o julgamento será realizado a partir das 13h no Fórum Abelardo Penna. O acusado será julgado pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e estupro de vulnerável.

O G1 procurou a advogada de defesa Célia Alves Rodrigues para falar sobre o caso e repassar informações sobre o júri, mas ela disse que não concederia entrevista, uma vez que o caso é muito delicado e o processo está em segredo de Justiça.

Além do réu, advogados e testemunhas de defesa e acusação, integram o julgamento o promotor de Justiça do caso Silvyo Fausto de Oliveira Neto e o juiz Dimas Borges de Paula.

Agressões recorrentes

O crime ocorreu no dia 12 de março no Bairro Laranjeiras. A Polícia Militar informou que a mãe de Sophia tinha saído para trabalhar e a deixou sob os cuidados do padrasto, com 25 anos na época.

Quando a mulher chegou, encontrou o bebê sem roupa, sangrando e a levou imediatamente para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sul, no Bairro São Jorge. Porém, a vítima já havia chegado morta ao local. Na época, o padrasto disse à mulher que a criança havia caído, justificando os ferimentos.


Investigações

As investigações da polícia judiciária apontaram que Sophia Lauren deu entrada em uma unidade de saúde em dezembro de 2015 apresentando hematomas pelo corpo. Os funcionários da unidade relataram que orientaram a mãe, Fernanda Lopes, que tinha 21 anos, a procurar a polícia. Contudo, ela não registrou Boletim de Ocorrência (BO) e foi embora antes de ser advertida pela assistente social.

Réu confesso

A Polícia Civil concluiu o inquérito dias após o crime. Durante as oitivas, o autor confessou a agressão ao bebê durante a ausência da mãe. Ele também informou que a violência começou às 8h e terminou por volta das 12h, momento em que ligou para a companheira relatando os sangramentos da vítima.

A delegada responsável pelo inquérito, Gabriela Damasceno, disse que Carlos deu várias cabeçadas que causaram o afundamento de crânio da criança e que ele colocou o rosto de Sophia por mais de 30 minutos debaixo do chuveiro. A ingestão de água acabou resultando em inchaço abdominal.

O padrasto praticou sexo oral por mais meia hora na menina. Em seguida, limpou a enteada e voltou a cometer agressões físicas com socos no abdômen. Por fim, pegou um travesseiro e asfixiou a vítima até que ela parasse de se mexer. O suspeito não assumiu ter feito sexo anal, embora a menina ter aparentado ferimentos. Posteriormente, laudos confirmaram a violência sexual.

A Polícia Civil também concluiu que a mãe da criança foi omissa por saber os riscos que a filha estava submetida e não ter tomado nenhuma atitude. Carlos chegou a relatar que Fernanda não pediu para uma prima ficar com o bebê, mas pediu diretamente a ele, com a orientação de que não judiasse de Sophia.

A mãe de Sophia não foi indiciada neste processo.

Fonte: G1

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