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Municípios de MG chegam a 100% de ocupação de leitos de UTI para Covid-19

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Após viver em janeiro o pior mês da pandemia da Covid-19, com 191.577 casos e 3.158 mortes provocadas pela doença, Minas Gerais enfrenta a saturação do sistema de saúde de vários municípios, em diferentes regiões. Apesar de o Estado contar, atualmente, com quase o dobro de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do que possuía antes do coronavírus — são 3.995 no SUS ante 2.072 em fevereiro do ano passado —, algumas cidades têm registrado 100% de ocupação e dependem de outras para tratar seus pacientes.

É o caso, por exemplo, de Ouro Preto, na região Central. O município tem dez leitos de UTI para Covid-19 na Santa Casa e, nos últimos dias, todos têm ficado ocupados. “Nos últimos 30 dias, tivemos praticamente todos os dias 100% dos leitos ocupados. A gente também tem um hospital de campanha, onde há quatro leitos de atendimento avançado com respirador.

Em alguns momentos, além dos leitos da Santa Casa, tivemos taxas altas de ocupação nesse hospital de campanha, o que não ocorreu no ano passado, na primeira onda”, diz a superintendente de rede de saúde de Ouro Preto, Glauciane Resende. Segundo ela, a cidade também recebe pacientes de Mariana e Itabirito, na mesma região.

Quando faltam leitos de UTI em Ouro Preto, o que já aconteceu algumas vezes, o município aciona a macrorregião de saúde para a transferência dos pacientes, geralmente para Belo Horizonte. “A nossa grande preocupação é precisar transferir, e a macrorregião não conseguir atender. Este é o colapso com que a gente se preocupa e fala o tempo todo. Por isso, precisamos manter as medidas de controle de circulação de pessoas”, diz Glauciane.

Ouro Preto segue o programa Minas Consciente e, neste mês, chegou a ficar duas semanas apenas com os serviços essenciais abertos, o que ajudou a reduzir os números de internações em leitos clínicos nos últimos dias.

De acordo com Glauciane, a prefeitura tem buscado adotar medidas mais “energéticas” do ponto de vista da fiscalização: além dos mais de 74 mil habitantes, a cidade histórica recebe um grande fluxo de turistas. “É muito fácil ver pessoas sem máscara nas ruas e bares que não cumprem os protocolos. O que o poder público tem feito é abordar esses estabelecimentos e usar a força da lei, notificar e autuar. Não temos outra alternativa”, explica.

Em Nanuque, no Vale do Mucuri, a ocupação da UTI para Covid-19 também chegou a 100% na última semana. A cidade possui dez leitos de terapia intensiva, que também recebem pacientes de municípios vizinhos, como Carlos Chagas, e até da Bahia.

“Temos feito diversas ações para controlar a doença, como a sanitização de lugares públicos e a fiscalização. Já tivemos uma redução de 50% dos casos suspeitos e internados, no início de janeiro tínhamos 50 internados, e hoje temos 23”, diz a coordenadora de atenção primária e secundária de Nanuque, Nayanna Moura Pereira. Quando necessário, pacientes que demandam cuidados em UTI são transferidos para cidades como Teófilo Otoni e Caratinga.




Em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, a ocupação de leitos de UTI para o tratamento de casos de coronavírus chegou a 94% na última sexta-feira. Para tentar reduzir o contágio na cidade, a prefeitura passou a proibir, na semana passada, a venda de bebidas alcoólicas aos sábados, domingos e feriados.

Situação na região metropolitana está mais equilibrada, diz Cosems

Na região metropolitana, os municípios estão conseguindo manter a situação da pandemia da Covid-19 de forma mais equilibrada nos últimos dias, de acordo com o presidente regional de Belo Horizonte do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Minas Gerais (Cosems), Fabrício Simões. A capital vem registrando queda em todos os indicadores e, na última sexta-feira, atingiu o índice de 68,4% de ocupação de leitos de UTI e de 48,4% de leitos de enfermaria para a Covid-19.

“Não tem ninguém acomodado com a situação. Os gestores estão mantendo todos os cuidados, porque ainda há um receio de uma onda mais forte, o que temos acompanhado na região Norte liga um alerta. Não sabemos o tamanho do que pode acontecer com a nova variante, mas, com certeza, estamos muito mais preparados do que estávamos no início da pandemia. Hoje temos muito mais leitos, equipamentos, respiradores, conseguimos mobilizar leitos de forma mais rápida. Aprendemos muito”, diz Simões, que também é secretário municipal de Saúde de Contagem.

No município, a ocupação de leitos de UTI se mantém em nível de alerta vermelho. Na última sexta-feira, o índice estava em 87%. Contagem tem, atualmente, 70 leitos de terapia intensiva e 42 de enfermaria para Covid-19. “Esse número tem sido suficiente, mas temos a possibilidade de trabalhar com abertura e fechamento de leitos conforme a necessidade”, explicou.

Em Vespasiano, também na região metropolitana, a ocupação de leitos de UTI estava em 60% na sexta-feira. A cidade possui 13 leitos de terapia intensiva no hospital e na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) e 27 leitos clínicos. “Por enquanto, o município não sofre com a falta de leitos. Quando isso ocorre, os pacientes são transferidos para Belo Horizonte, a cidade referência”, afirmou o Executivo em nota, ressaltando que Vespasiano também recebe casos de outras cidades.

Estado monitora ocupação de leitos nos municípios

A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou, em nota, que realiza monitoramento diário das taxas de ocupação de leitos nos municípios e mantém contato constante com as Unidades Regionais de Saúde para verificar as informações e “atuar na redução de risco de estresse assistencial”.

Segundo a pasta, desde o início da pandemia, o “governo de Minas vem atuando preventivamente no enfrentamento à covid-19 e, ao longo desse período, o número de leitos de UTI foi de 2.072 para 3.995”.  A SES declarou que já publicou diversas resoluções com o objetivo de habilitar leitos custeados pelo Estado. Eles passam por apuração todos os meses.

Até a última sexta-feira, o Estado havia distribuído 735.193 vacinas contra a Covid-19 aos municípios mineiros. Mais de 273 mil doses já foram aplicadas.

Fonte: O Tempo



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