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Jeremias Brasileiro: Sexta-feira da Paixão em Rio Paranaíba em 2009 – procissão, cultura e fé.

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2 de novembro de 2022
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É uma experiência interessante para que tenhamos uma percepção da diversidade religiosa do catolicismo popular em Minas Gerais e do quanto as Congadas estão inseridas nessa seara, assumindo singularidades que aos olhares pouco atentos, parecem algo extraordinário ou fora do contexto das celebrações, sem contudo refletir, que na realidade, a Coexistência Cultural e Religiosa é uma vivência natural para as pessoas que a praticam, sem se preocuparem em ocultar suas representações simbólicas para serem aceitas na interioridade da procissão.

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Ivan Madeiras

Na madrugada fria da sexta feira da paixão, ouve-se à distância, um ressoar de tambores, que ao aproximar-se sob as frágeis iluminações das ruas, revela ser de um grupo de Congado a conduzir um rito processional, a Procissão do Sr. Morto. Cânticos, rezas, conversas, matracas, soldados vestidos a caráter romano contornam a esquina, enquanto uma mulher apresenta o “cântico da Verônica” em meio à semiescuridão. A mulher toda coberta de véu, Junto a um coral feminino, canta as dores daquele que está provisoriamente morto.

Em seguida, aparece uma banda de músicos da cidade, a Fanfarra de Rio Paranaíba, com um ritmo a evocar tristeza, cadenciado, enquanto isso, lá na frente, liderando a Procissão do Sr. Morto, o Congo Sereno canta, dança e ressoas suas caixas, os tamborins, as violas, os reco-recos, acompanhados pela harmonia dos acordeons. O Moçambique de Rio Paranaíba, nas canções triste do Capitão Abel Jerônimo (falecido em 2011), segue o cortejo junto com o Congo Sereno.

 A Procissão do Sr. Morto, que saíra da Igreja Matriz São Francisco das Chagas e fora até o portal do cemitério, retorna em júbilo com o Cristo ressuscitado. E é justamente na cantoria de recepção à porta da Igreja, já quase ao amanhecer do dia, que se ouve a voz do Capitão do Congo Sereno saudar a ressureição: “aiô/viva! /aiô viva! / viva cristo ressuscitado! / Viva cristo ressuscitado! / Cristo dê a sua benção! Cristo dê a sua benção! / meu povo tá precisano! / meu povo tá precisano!” e um coral de vozes masculinas a responder: “aiôô, aiôô, vivaa! / aiôô, aiôô, vivaa! / viva cristo ressuscitadoooo aiaaaiaai!” (Capitão Erivaldo Aleixo, 2009).

Após a saudação da chegada, o Congo Sereno segue até o altar com a imagem de Cristo ressuscitado, e solicita-lhe as bênçãos: “oh meu Sr. Dá sua benção! / oh meu Sr. Dá sua benção! / para a minha companhia! / para a minha companhia!”. (Capitão Erivaldo Aleixo, 2009). Um tríduo musical cantante é o que destacamos nessa Procissão do Sr. Morto, tríade de elementos culturais que sintetizam de maneira prática a coexistência religiosa que registramos na sexta-feira da semana santa.

A Fanfarra de Rio Paranaíba, que executa uma marcha fúnebre; o Moçambique de Rio Paranaíba a entoar cantorias por meio de uma melodia de lamentações, sob o som das gungas – latas contendo esferas de chumbo que ficam amarradas ao tornozelo dos dançadores – a tilintar a tristeza; o Congo Sereno, que no seu modo especifico de tocar mais alegre, dança aos sons dos tambores, e à frente anuncia a Procissão do Sr. Morto, bem como retorna inebriado de alegria, cantando a boa nova de Cristo ressuscitado.

Essas narrativas que resultam de observações e análises imagéticas por meio de audiovisuais do autor (BRASILEIRO, 2009), são as retratações fieis da presença entre modos culturais diferentes de existir, possibilitadas evidentemente, pela atuação nesse cenário, do Padre Roberto Cristino, da Paróquia São Francisco das Chagas de Rio Paranaíba, na primeira década do ano 2000.

A interatividade com os congos, os moçambiques, as festas religiosas dos reinados dos rosários, das Congadas, na cidade e na região, demonstraram e continua a demonstrar por onde ele vai, a possibilidade prática dessa coexistência cultural e religiosa, saindo do campo teórico, visualizando-a na realidade viva, das manifestações inseridas por vezes, no catolicismo popular. Isso nos permite afirmar que certos rituais coexistem em harmonia ou em meio a tensões, a depender dos atores sociais que ocupam os cenários religiosos em determinada época e lugar.

Esse corpus documental resulta naturalmente, de um olhar também etnográfico e de uma percepção dos rituais possíveis de ser registrados. É nesse campo discursivo que nos deparamos com a realização da Procissão do Sr. Morto. Essa singular encenação ocorrida em plena sexta feira da paixão, o período da madrugada, é a síntese da coexistência cultural e religiosa que demostramos ser possível de acontecer quando os diálogos acontecem sem hierarquização de valores religiosos.

Pra Saber Mais, acesse:

Artigo: https://revistarelicario.museudeartesacrauberlandia.com.br/index.php/relicario/article/view/29/23

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Uma operação da Polícia Militar de Minas Gerais in Uma operação da Polícia Militar de Minas Gerais intensificou o combate ao tráfico de drogas e resultou na apreensão de uma grande quantidade de entorpecentes na madrugada desta segunda-feira (12), em Rio Paranaíba.

A ação teve início após a PM receber informações de que uma mulher estaria transportando drogas do município de Lagoa Formosa com destino a Belo Horizonte. Diante da denúncia, as equipes desencadearam uma operação e passaram a monitorar veículos que trafegavam pela região.

Durante a ação, um ônibus intermunicipal de transporte de passageiros foi abordado nas proximidades do trevo de Rio Paranaíba. No momento da fiscalização, uma das passageiras apresentou nervosismo excessivo e tentou enviar diversas mensagens pelo celular, o que levantou suspeitas por parte dos policiais.

Após a conferência dos bilhetes de passagem e das bagagens, os militares realizaram buscas nas malas da suspeita, onde localizaram diversas barras de entorpecentes. Ao todo, foram apreendidos aproximadamente 25 quilos de drogas, sendo 24 barras de maconha e uma barra de pasta base.

Diante dos fatos, a mulher recebeu voz de prisão e foi encaminhada, juntamente com o material apreendido, à Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as providências legais cabíveis.
Na sexta-feira (10/01/2026), durante visitas aos h Na sexta-feira (10/01/2026), durante visitas aos hospitais de Patos de Minas para levantamento de informações sobre as vítimas do grave acidente com ônibus ocorrido no dia 06/01, a equipe da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi informada por uma assistente social sobre uma situação comovente envolvendo duas crianças, de 5 e 8 anos.

As crianças estavam envolvidas em um acidente registrado no dia 08/01, que resultou em uma vítima fatal, e demonstravam profunda tristeza por acreditarem que seu animal de estimação, a calopsita “Chico”, havia morrido no ocorrido.

Sensibilizados, os policiais iniciaram diligências e buscaram informações junto às equipes que atuaram no atendimento do acidente. A boa notícia veio após contato com os operadores do guincho, que informaram que a calopsita havia sido encontrada viva, em meio às ferragens do veículo.

Como os pais das crianças permanecem internados no Hospital Regional Antônio Dias, os policiais conduziram as crianças e a tia responsável até o local para o reencontro com o animal. A calopsita Chico foi encontrada saudável e bem cuidada, trazendo alívio e alegria em meio a um momento difícil para a família.
O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, por O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, por meio da 2ª Companhia de Atendimento em Campos Altos, realizou na noite desta sexta-feira (09/01), por volta das 23h, a captura de um animal silvestre no município de São Gotardo.

A ocorrência foi registrada em uma residência, onde um tamanduá-mirim foi encontrado acuado sob o tanque de lavar roupas, no interior do imóvel. Segundo os bombeiros, o animal não tinha possibilidade de sair espontaneamente, o que representava risco de estresse ao próprio animal e de contato involuntário com os moradores.

A guarnição realizou a contenção utilizando equipamentos de proteção individual e técnicas adequadas para manejo de fauna silvestre. O tamanduá foi capturado sem ferimentos, acondicionado em caixa de transporte apropriada e, posteriormente, solto em área de habitat natural compatível, distante da zona urbana e em local seguro.
Um princípio de incêndio mobilizou a Polícia Milit Um princípio de incêndio mobilizou a Polícia Militar e Corpo de Bombeiros em Carmo do Paranaíba após acionamento para uma ocorrência em um galpão industrial. No local, os militares constataram que o fogo não atingiu a estrutura da fábrica, ficando restrito a um pequeno amontoado de serragem em área externa, nos fundos de uma fábrica de móveis.

Para o controle das chamas e realização do rescaldo, foram utilizados aproximadamente 600 litros de água. A rápida intervenção evitou que o fogo se alastrasse e causasse danos maiores ao imóvel ou a áreas vizinhas.

O responsável pela fábrica esteve no local e foi orientado pelos policiais sobre os riscos e a proibição de realizar queimadas de lixo ou resíduos dentro do perímetro urbano. Esse tipo de prática representa perigo à segurança pública, podendo provocar incêndios de grandes proporções, atingir imóveis próximos, causar danos ao meio ambiente e oferecer riscos à saúde da população, além de configurar infração passível de penalidades.

Não houve registro de feridos nem de danos estruturais à fábrica.
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