Uma mulher de 26 anos, que estava grávida de oito meses, morreu na madrugada desta quarta-feira (12) após ser internada na Santa Casa de Patrocínio. A filha que ela esperava, chamada Ayla pelos familiares, também morreu. A família registrou um boletim de ocorrência e afirma acreditar que houve negligência no atendimento prestado pela unidade hospitalar.
Segundo informações registradas pela Polícia Militar, Naiara Oliveira Silva procurou atendimento médico no domingo (9), apresentando mal-estar, febre, dor de cabeça e dor de garganta. Conforme os familiares, exames realizados naquele momento teriam apresentado resultados negativos para dengue e H1N1, e ela chegou a ser liberada.
No dia 11, diante da persistência e piora dos sintomas, a gestante retornou ao hospital. De acordo com a PM, novos exames apontaram uma redução significativa na contagem de plaquetas. Após avaliação médica, ela foi internada.
Ainda segundo informações repassadas pela unidade hospitalar aos militares, Naiara passou por procedimentos e exames, entre eles uma cardiotocografia realizada por volta das 22h, que indicou batimentos cardíacos fetais normais naquele momento.
Durante a madrugada, entretanto, a paciente apresentou uma piora súbita, com fortes dores abdominais e vômitos. Na sequência, sofreu uma parada cardiorrespiratória. A equipe médica realizou manobras de reanimação por aproximadamente uma hora, mas ela não resistiu.
A família afirma que Naiara sentia fortes dores antes de morrer e questiona a condução do atendimento. Os familiares ouvidos pelo Patrocínio On-line disseram acreditar que houve negligência por parte de profissionais da Santa Casa e afirmaram que pretendem adotar outras medidas para esclarecer o caso.
O esposo, Ronaldo Morais de Souza, e os pais da vítima, Antônio Ferreira Silva e Maria Creuza de Oliveira, foram ouvidos pela reportagem. Um cunhado da gestante, Ian Gabriel Braga, também relatou questionamentos da família sobre o atendimento e afirmou que os exames já haviam apresentado alterações significativas.
Santa Casa se manifesta
A reportagem procurou a Santa Casa de Patrocínio em busca de esclarecimentos sobre o caso.
Em resposta, o hospital informou que, em respeito à privacidade, à dignidade e à confidencialidade das informações relacionadas à paciente e aos familiares, não irá emitir nota ou fornecer detalhes sobre o atendimento.
A instituição afirmou ainda que mantém o compromisso com a confidencialidade das informações e com a preservação da dignidade e da privacidade dos pacientes.
A Polícia Militar informou que o registro da ocorrência foi feito com base nas informações apresentadas pelos familiares e pela unidade hospitalar. As circunstâncias do atendimento e as causas das mortes deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
com informações da Rádio Módulo FM e do portal Patrocínio Online









