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Energia solar ganha campo, mas nova legislação desafia consumidor

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Em meio à uma economia em frangalhos, energia elétrica virou outro pesadelo do brasileiro na hora de fechar os gastos do mês. Desde agosto, o governo federal sustenta a chamada bandeira da escassez hídrica, que elevou o custo de 100 quilowatt-hora para R$ 14,20. Por conta disso, cresce a procura pela energia solar como solução para reduzir custos. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) projeta que o setor vai gerar 357 mil novos empregos só neste ano, diante do aumento da procura do consumidor.

Esse tipo de geração cresceu 316% nos últimos dois anos, chegando a 8.550 megawatts ao final de 2021 – 5% da geração elétrica do País.

Um dos que surfa nessa onda é o engenheiro elétrico Victor Tapharel. Em 2018, ele abriu uma empresa para oferecer instalação de painéis em toda Minas Gerais.

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Hoje, a Energyfoton caminha com as próprias pernas e atende, principalmente, o interior do Estado.

“Meu TCC foi sobre energia solar. De dois anos pra cá, a empresa bombou. Tenho projeto também no Espírito Santo. É uma área de negócios muito promissora. Tenho serviços em toda Grande BH também”, afirma Victor.

Segundo ele, o consumidor que mais o procura é o residencial, aquelas pessoas que querem um desafogo no bolso ao final do mês. Ele estima que 70% de sua demanda vem desse público, enquanto o restante está ligado à iniciativa privada.

“Tem muito cliente que instala os painéis para atender a família, um irmão ou outro amigo. Às vezes, também tem aquele cliente que quer colocar na sua padaria, no seu comércio. Tem também muita gente que compra para instalar na zona rural e interligar com sua casa na zona urbana. Isso acontece muito”, explica o empresário.

Um dos clientes de Victor é Ronaldo Oliveira, proprietário da BL Fibra, localizada no Bairro Palmares, Região Nordeste de Belo Horizonte. Na empresa dele, foram instalados 46 painéis para geração de energia fotovoltaica.

“Fizemos um investimento com linha de crédito, parcelado em 36 vezes. A gente pagava R$ 3 mil de conta de energia. Com esses R$ 3 mil, agora, a gente paga o parcelamento do projeto. Hoje, pagamos a taxa mínima. A gente girou de despesa para investimento”, comemora Ronaldo.

Nova legislação

Quem tem interesse em ter a energia solar em casa precisa de pressa para não ser taxado pelo uso das linhas de distribuição das concessionárias do setor.

O presidente Jair Bolsonaro (PL) sancionou um projeto de lei em 6 de janeiro para criar o marco legal desse tipo de energia. Na prática, quem instalar painéis, conforme a legislação vigente de cada cidade, até 5 de janeiro do ano que vem fica isento das taxas de distribuição até 2045.

Para os novos consumidores, a partir de 6 de janeiro de 2023, o governo passará a cobrar uma taxa de 15% do que o consumidor convencional paga pela operação e manutenção do serviço de distribuição.

Esse percentual salta quinze pontos percentuais por ano até 2029, quando finaliza em 100% da taxa habitual do consumidor que tem energia elétrica em casa.

“Não vai impactar tanto. Eu creio que mesmo com a lei em vigor, a gente vai ter um crescimento da energia solar no Brasil”, aposta Victor Tapharel, empresário do setor fotovoltaico.

Apesar disso, ele tem aconselhado os clientes a anteciparem os projetos para instalação neste ano e ter a isenção da taxa até 2045.

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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