Retomada do fluxo de café da Colômbia pode levar semanas Café ganha força em NY com incertezas sobre a oferta, mas fecha com estabilidade a 6ª feira NOTA DE ESCLARECIMENTO E RETRATAÇÃO Rio Paranaíba registra 425 faltas em atendimentos de saúde no primeiro semestre Médica afirma que não era responsável pelo atendimento de gestante que morreu em Patrocínio PM vai intensificar fiscalização de veículos elétricos utilizados por crianças e adolescentes em Rio Paranaíba Investigado por roubo no DF é preso em Rio Paranaíba durante operação conjunta Corpo em decomposição é encontrado ao lado de preservativos às margens da MGC-354, em Patos de Minas
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Café ganha força em NY com incertezas sobre a oferta, mas fecha com estabilidade a 6ª feira

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Os preços do café arábica encerraram a sessão desta sexta-feira (14) em alta na Bolsa de Nova York, depois de trabalharem boa parte do dia em campo misto. De um lado, o mercado continua  sustentado, principalmente, pelo ritmo mais lento da colheita brasileira e das preocupações com a oferta. De outro, os ajustes naturais e técnicos acaba pressionando, pontual e ligeiramente, os futuros não só do arábica, mas também do robusta negociado na Bolsa de Londres, pelo cenário ainda muito incerto em que está inserido. 

O setor cafeeiro, tanto no cenário internacional, quanto no Brasil, enfrenta um período desafiador e de difícil previsibilidade. Em entrevista ao Bom Dia Agronegócio desta sexta-feira, no Notícias Agrícolas, o analista de mercado e diretor do Escritório Carvalhaes, Eduardo Carvalhaes, destacou que a combinação de fatores externos tem gerado uma volatilidade agressiva nas bolsas, deixando operadores e produtores desorientados. 

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Assim, o pregão em Nova York temrinou com alta de 500 pontos no setembro, cotado a 338,10 centavos de dólar por libra-peso; o dezembro com 150 pontos de avanço e valendo 314,30 cents, enquanto o março/27 caiu 5 pontos e fechou o dia cotado a 303,20 cents/lb. 

Carvalhaes aponta uma série de fatores que compõem este ambiente nebuloso, entre eles a questão climática com adversidades em diversas regiões importantes de produção – agravada pelas perspectivas crescentes de um El Niño forte -, além dos estoques ajustados no mundo todo ao passo em que a demanda permanece fortalecida.

O especialista elencou ainda as tensões no Oriente Médio e as consequências da guerra entre Rússia e Ucrânia, que continuam a afetar a circulação de produtos, promovendo um verdadeiro choque na logística global, o qual ainda está sendo absorvido e precificado pelos mercados. 

E nesta semana, somou-se a tudo isso o terremoto que atingiu a Colômbia na segunda-feira (10). O tremor foi bastante grave e afetou diretamete as áreas de produção de café no país, porém, os prejuízos reais ainda não puderam ser avaliados pela condição em que se encontra o território colombiano após a intempérie. 

As exportações pelo porto de Buenaventura foram parcialmente retomadas, mas o fluxo ainda permanece intermitente e limitado. De acordo com as informações citadas pela Barchart, não houve danos significativos às estruturas de processamento e beneficiamento de café, reduzindo parte das preocupações sobre uma interrupção mais prolongada da oferta colombiana.

Ainda nesta sexta-feira, o mercado recebeu a atualização dos trabalhos de colheita no levantamento da Safras & Mercado.  Segundo a consultoria, a colheita da safra 2026/27 do Brasil estava 90% concluída até 12 de agosto, abaixo dos 97% registrados no mesmo período do ano passado e da média de cinco anos, de 94%. No caso do arábica, o avanço era de 86%, contra 95% um ano antes.

Na área de atuação da Cooxupé, uma das principais regiões produtoras do país, a colheita alcançava 74,6% até 7 de agosto, também abaixo dos 80,4% registrados no mesmo período do ano passado. O ritmo mais lento mantém as atenções voltadas à oferta disponível no curto prazo e oferece sustentação às cotações internacionais.

Diante de tantas variáveis, o produtor brasileiro tem adotado uma estratégia mais contida. Carvalhaes explica que o cafeicultor utiliza o café como um "seguro" contra as incertezas econômicas. Por ser uma commodity cotada em dólar e ter alta liquidez, o produtor prefere vender o produto aos poucos, conforme a necessidade de caixa, evitando se comprometer com vendas antecipadas que possam resultar em prejuízos caso a safra futura seja menor. 

"Nós estamos passando por uma nova fase no mundo, com a inteligência artificial e a comunicação em rede, e o café também vai procurar novos modos de comercialização que nós não sabemos muito bem como é que vai ser", avalia o especialista, ressaltando que as ferramentas tradicionais de proteção de preço em bolsa têm se mostrado pouco eficientes diante da atual conjuntura.

Além disso, o analista reforça também que o cenário para a safra 2027/28 já desperta atenção, mas a falta de clareza sobre o tamanho da colheita atual e os desafios climáticos mantêm o mercado em um compasso de espera, reforçando a necessidade de cautela por parte de todos os segmentos da cadeia produtiva, com novos negócios ainda escassos e apenas pontuais ocorrendo no Brasil. 

Fonte: Notícias Agrícolas

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