Atlético leva virada ‘relâmpago’, é goleado pelo Cerro Porteño e agoniza na Libertadores

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Aos 18′ do primeiro tempo, parecia que o sonho de conseguir vaga nas oitavas de final da Copa Libertadores se tornava mais concreto. Esse sentimento, entretanto, durou pouco para o Atlético. Após sair na frente com gol de Ricardo Oliveira, o time alvinegro passou a ser dominado pelo Cerro Porteño. Apoiados pelo bom público que encheu “La Nueva Olla Azulgrana nesta quarta-feira, os donos da casa precisaram de menos de 15 minutos não apenas para virar, mas para construir a goleada de 4 a 1 que persistiu até o apito final da partida, válida pela quarta rodada do Grupo E.
Com a vitória, o líder Cerro Porteño chega aos 12 pontos e garante vaga nas oitavas de final da Libertadores. Já o Atlético segue na terceira colocação, com três pontos – seis a menos que o segundo colocado Nacional-URU, que derrotou o Zamora-VEN nesta quarta. Lanterna da chave, os venezuelanos ainda não pontuaram.
Agora, o Atlético concentra atenções nas partidas da final do Campeonato Mineiro. Na condição de visitante, o time alvinegro encara o Cruzeiro neste domingo, a partir das 16h, no Mineirão. A volta será com mando alvinegro, em estádio ainda indefinido. Data e horário também não foram confirmados.
Pela Libertadores, o próximo compromisso é apenas no dia 23 de abril, uma terça-feira. A partir das 21h30, o Atlético terá pela frente o Nacional-URU, em mais uma partida decisiva na disputa por uma vaga nas oitavas de final da competição. Depois desse jogo, restará na fase de grupos apenas o confronto com o Zamora-VEN, na Venezuela, em 7 de maio.
Goleada no primeiro tempo
O ambiente antes da partida dava a tônica do que os donos da casa tentariam fazer em campo. Nas arquibancadas, torcedores que compareciam em bom número eram embalados por rock’n roll dos anos 1990 e pelo animado locutor, que, cinco minutos antes de a bola rolar, gritava em pleno e bom som: “Hoje o Cerro joga, c***”.
A empolgação da torcida empurrou o Ciclón, que encurralava o Atlético. Pressionado pelos rivais e aparentemente nervoso, o Atlético errou três passes simples já nos primeiros minutos. E foi num desses que o Cerro quase abriu o placar aos 6′. Na área, Igor Rabello tentou encontrar Fábio Santos, mas a bola saiu com pouca força. O lateral-direito Juan Escobar se antecipou e finalizou, com desvio, para fora.
Enquanto o Cerro Porteño mantinha a posse da bola, o Atlético tentava se fechar e sair em contra-ataques. Numa dessas, os visitantes conseguiram levar perigo. Após roubada de bola, Ricardo Oliveira encontrou Maicon Bolt pela esquerda. O atacante cortou para o meio e finalizou de direita, de fora da área. A bola parou nas mãos do goleiro Rodrigo Muñoz, que caiu para defender em dois tempos.
Apesar de ter menos a bola, o Atlético, quando a tinha, tentava concluir todas as jogadas em finalização. Aos 18′, a zaga do Cerro cortou um ataque promissor, mas a jogada sobrou com Luan, livre pela direita. O meia-atacante cruzou rasteiro para Ricardo Oliveira, que, livre, só empurrou para as redes: 1 a 0.
O rock, então, deu lugar a uma versão castelhana de “Sinais”, música que se eternizou na voz de Zé Ramalho. O ritmo mais lento da canção, desta vez, não foi reproduzido pelos jogadores do Cerro. Tanto é que, num intervalo de menos de cinco minutos, os donos da casa não apenas viraram, como abriram vantagem de dois gols no placar.
Aos 31′, Acosta cobrou falta por baixo da barreira e enganou Victor, que não conseguiu alcançar a bola. Aos 34′, foi a vez de Carrizo, após bela jogada de pivô, bater de chapa, colocado, no canto esquerdo do goleiro atleticano. Apenas dois minutos depois, Cáceres apareceu na área e encheu o pé: 3 a 1. Antes de tudo isso, o próprio Cáceres havia marcado, mas em condição de impedimento – bem assinalado pela arbitragem.
A mudança de cenário claramente afetou os jogadores do Atlético, que corriam, se entregavam, mas não conseguiam tirar a bola do pé dos cerristas. Aos 43′, surgiram os primeiros gritos de “olé” de parte das arquibancadas. Segundos depois, o goleiro Victor saiu mal do gol para tentar antecipar Joaquín Larrivey. O atacante, entretanto, ganhou a jogada – sem falta, no entendimento da arbitragem -, e só empurrou para o fundo das redes: 4 a 1.
Atônitos com o resultado, os jogadores do Atlético tentaram buscar forças e tiveram uma oportunidade perigosa logo depois. O bate-rebate na área terminou em escanteio e lesão de Amorebieta, que precisou ser retirado do gramado numa ambulância. Assim que o árbitro colombiano Wilmar Roldán apitou o fim do primeiro tempo, o time titular alvinegro se reuniu para um papo ainda no gramado.
 
Segundo tempo
Assim como fez contra o Zamora, quando terminou o primeiro tempo com 2 a 0 contra no marcador, o técnico Levir Culpi não fez substituições no intervalo. O comandante apostou numa mudança de postura dos jogadores. A primeira boa chance, entretanto, foi do Cerro Porteño. Com menos de 1′, Larrivey finalizou no travessão.
O Atlético tentava trocar passes e ficar mais com a bola. As chances, entretanto, não apareciam. Levir, então, sacou Luan – que sofreu com virose durante a semana – e colocou Chará na ponta direita. Pouco depois, foi a vez de Vinicius entrar no lugar do apagado Cazares.
Sem conseguir chegar com a bola no chão, os visitantes tentavam também pelo alto. O problema eram os contra-ataques do Cerro nesse tipo de jogada. Num deles, aos 19′, o placar só não ficou mais largo graças a boa intervenção de Victor.
O tempo foi passando, e o Atlético não conseguia levar perigo ao gol rival. Confortável no placar, o Cerro Porteño se dava ao luxo de manter a posse de bola. A torcida dos mandantes passou a gritar ‘olé’ das arquibancadas. O Galo ainda teve chance no fim, mas Maicon Bolt parou em grande defesa do goleiro Rodrigo Muñoz. Fim de jogo e situação crítica do time mineiro na Libertadores.
CERRO PORTEÑO 4 X 1 ATLÉTICO
 
Cerro Porteño
Rodrigo Muñoz; Juan Escobar, Marcos Cáceres, Fernando Amorebieta (Espínola, no intervalo) e Marcos Acosta Rojas (Saiz, aos 17′ do 2ºT); Matías Villasanti, Victor Cáceres, Juan Aguilar e Federico Carrizo; Nelson Haedo Valdéz e Joaquín Larrivey (Churín, aos 28′ do 2ºT)
Técnico: Fernando Jubero
Atlético
Victor; Guga, Leonardo Silva, Igor Rabello e Fábio Santos; Adilson e Elias (Nathan, aos 30′ do 2ºT); Luan (Chará, aos 14′ do 2ºT), Cazares (Vinícius, aos 16′ do 2ºT) e Maicon Bolt; Ricardo Oliveira
Técnico: Levir Culpi
Gols: Acosta, aos 31′, Carrizo, aos 34, Victor Cáceres, aos 36′ e Joaquín Larrivey, aos 43′ do 1ºT (CER); Ricardo Oliveira, aos 18′ do 1ºT (ATL)
Cartões amarelos: Espínola, aos 18′ do 2ºT (CER); Maicon Bolt, aos 23′ do 2ºT (ATL); Aguilar, aos 24/2°T
Motivo: 4ª rodada do Grupo E da Copa Libertadores
Local: Estádio General Pablo Rojas, conhecido como “La Nueva Olla Azulgrana, em Assunção, no Paraguai
Público: 26992
Data e horário: quarta-feira, 10 de abril de 2019, às 19h15
Árbitro: Wilmar Roldán (COL)
Assistentes: Alexander Guzmán (COL) e Dionisio Ruiz (COL)
Fonte: Superesportes
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