
Ela tinha sinais de maus-tratos, com com vários ferimentos e queimaduras de segundo grau pelo corpo. O homem, de 37 anos, foi detido. Uma testemunha relatou ao Integração Notícia como o homem agia.
Após denúncias, a Polícia Militar (PM) foi chamada para acompanhar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em uma ocorrência de suposta agressão entre um casal. Assim que chegaram ao local, as equipes constataram que a casa estava trancada e ninguém atendeu.
Devido à situação denunciada, os militares entraram no imóvel com apoio do Corpo de Bombeiros e o Samu e encontraram o casal deitado em um dos quartos. Depois de diversos chamados, o homem se levantou e foi falar com os policiais. Segundo a PM, ele aparentava estar sob efeito de drogas e totalmente embriagado.
Enquanto isso, a mulher foi atendida pelo Samu e foi constatado que ela tinha várias escoriações pelo corpo, lesões na cabeça e queimaduras de segundo grau.
Então, foi dada voz de prisão ao homem, que, de acordo com a polícia, resistiu, mas foi contido e algemado. Ele foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) São Benedito e depois encaminhado à Delegacia de Plantão da Polícia Civil.
Ainda segundo a PM, na ficha de atendimento médico da mulher consta que ela estava em cárcere privado pelo companheiro há nove dias e que ela não se alimentava há seis dias. Durante esse período, ela consumiu apenas bebida alcoólica e que ela é dependente química.
A mulher também tinha vários hematomas em diferentes estágios de cicatrização – o que, segundo o relatório médico, caracteriza agressões contínuas –, além de queimaduras que podem ter sido causas com pontas de cigarro.
Conforme a ocorrência, a vítima relatou ao médico do Samu que era obrigada pelo companheiro a manter relações sexuais com ele. A PM informou que não foi possível ter o depoimento da mulher, pois ela está internada na UPA São Benedito.
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Fundação de Ensino e Pesquisa de Uberaba (Funepu), responsável pela administração das duas UPAs da cidade, que informou que o estado de saúde da mulher é estável. Além disso, segundo a Funepu, após avaliação psiquiátrica, foi orientada a permanência dela para internação em serviço terciário para garantir cuidados físicos e mentais.
Fonte: G1











