Justiça Eleitoral oferece transporte gratuito para eleitores durante as Eleições 2026 Mercado pode virar depois das altas expressivas do leite pago ao produtor em julho Abate de bovinos atinge recorde para um segundo trimestre, aponta IBGE Geopolítica supera fundamentos e dita o ritmo da soja em Chicago com foco em Trump e Xi Jinping Crédito de IBS e CBS no agronegócio: por que o produtor terá que olhar além do preço ao comprar insumos em 2027 Brasil exporta 79,7 mil toneladas de carne bovina até a segunda semana de setembro Exportação de café do Brasil salta no início de setembro; embarque de petróleo também dispara Café mantém volatilidade intensa após queda forte, 2ª feira fecha com mais de 1% de alta em NY
Sicoob

Mercado pode virar depois das altas expressivas do leite pago ao produtor em julho

LATICINIO
prefeitura
seucarro

Paranaíba Agora

Mercado pode virar depois das altas expressivas do leite pago ao produtor em julho

  
O mercado de pecuária leiteira no Brasil registrou uma valorização expressiva nos pagamentos referentes à captação de julho, impulsionada pela oferta restrita típica do período de entressafra e pela sustentação nos preços dos derivados. No entanto, o setor já começa a desenhar um cenário de acomodação e nova pressão sobre as cotações para o encerramento do ano, com a retomada gradual da produção nacional e o encarecimento dos custos da ração.

estacao
psi

Preços em alta na captação de julho

Segundo a analista de inteligência de mercado da StoneX, Juliana Torres, o avanço nas cotações pagas aos produtores em julho surpreendeu positivamente as expectativas. De acordo com os dados do Cepea, a média Brasil atingiu R$ 2,88 por litro, superando o patamar de R$ 2,74 a R$ 2,75 registrado no mês anterior.

A valorização foi sustentada pela combinação de uma oferta ainda ajustada e pela firmeza das cotações no atacado de derivados durante o período, especialmente do leite UHT e do queijo muçarela, que vinham operando em níveis elevados.

Sinais de arrefecimento e resistência no varejo

Apesar do resultado positivo em julho, o comportamento do mercado a partir de agosto e setembro já indica ajustes nos próximos pagamentos. Os derivados lácteos começaram a perder força: a muçarela, que chegou a ser negociada a R$ 36,00 o quilo no Sudeste por quatro meses consecutivos, recuou para a faixa de R$ 35,50 a R$ 35,60. O leite UHT também cedeu de patamares acima de R$ 4,85 para cerca de R$ 4,70 por litro, acompanhado pela queda no mercado spot.

Esse recuo decorre diretamente do repasse de preços ao consumidor final. Com a inflação dos lácteos captada pelo IPCA, a demanda recuou nas pontas, fazendo com que o varejo diminuísse o ritmo de reposição para evitar estoques parados. Apenas o leite em pó integral demonstrou maior estabilidade, girando em torno de R$ 25,00 a R$ 25,20 o quilo, embora continue sob a concorrência direta do produto importado.

Sazonalidade e avanço da safra

Pelo lado da oferta, o movimento segue o padrão sazonal do segundo semestre. As bacias leiteiras da Região Sul do país e de outros estados produtores iniciam a saída da entressafra, favorecidas também pelas chuvas recentes. A expectativa da StoneX é de que a oferta nacional cresça entre 1,5% e 2% em 2026, índice alinhado à média histórica e distante do salto de 8% observado no ciclo 2024/25.

Paralelamente, o volume de importações oriundo de parceiros do Mercosul, como Argentina e Uruguai, permanece em níveis recordes. Embora oscilações no câmbio tenham reduzido pontualmente a paridade de importação no início de setembro, a competitividade externa segue desafiadora para o setor interno. Iniciativas regionais para restringir a reidratação do leite em pó têm alcance limitado, uma vez que a maior parcela do produto importado é destinada diretamente à indústria alimentícia em processos fabris, e não aos laticínios convencionais.

Custos de alimentação exigem gestão rigorosa

Além da perspectiva de estabilização ou recuo nos preços recebidos pelo produtor, a atenção se volta para a elevação nos custos de produção. A recente alta nas cotações dos grãos, sobretudo do milho e do farelo de soja, encarece as rações concentradas e comprime as margens operacionais das fazendas.

Diante desse panorama, especialistas ressaltam que o pecuarista não deve avaliar seu negócio apenas pelo valor bruto pago pelo litro do leite, mas monitorar de forma criteriosa a conta de custos e a margem líquida para manter a sustentabilidade da atividade no restante do ano.

Fonte: Notícias Agrícolas

COMPARTILHAR:

Goldnet
Escrito por