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Café mantém volatilidade intensa após queda forte, 2ª feira fecha com mais de 1% de alta em NY

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A semana começou positiva para os futuros do café. Nesta segunda-feira (14), os futuros do arábica regiastraram mais uma sessão de ajustes e depois das perdas intensas da sessão anterior voltaram a subir e terminaram o dia com mais de 1% de avanço entre as posições mais negociadas na Bolsa de Nova Iorque. 

As cotações subiram de 1,07% a 1,2%, levando o dezembro a 289,25 e o março a 280,25 centavos de dólar por libra-peso. 

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Segundo explicaram analistas e consultores, o o movimento positivo se deu pelo reflexo de um movimento de cobertura de posições vendidas. Após uma liquidação que durou cerca de três semanas e deixou o mercado operando no limite da "sobrevenda", os fundos de investimento voltaram às compras técnicas para garantir lucros, empurrando as cotações de volta para o território positivo.

A recuperação apagou, parcialmente, as perdas severas dos últimos dias, que levaram o mercado do arábica a testarem suas mínimas em sete semanas na última sexta-feira (11). Mais cedo, as cotações ainda sentiam alguma pressão vinda do relatório do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), que confirmou um salto de 31% nas exportações de agosto, atingindo a marca recorde de 4,155 milhões de sacas. Foi o melhor agosto da história das exportações brasileiras de café. 

Do lado climático, a umidade tentou segurar os preços em Nova York. Segundo a Climatempo, a principal região produtora de arábica de Minas Gerais recebeu 59,4 mm de chuva (1.212% da média histórica) na última semana, um fator baixista que favorece fortemente o desenvolvimento inicial da próxima safra. 

As primeiras floradas já começam a aparecer nos cafezais brasileiros e, embora ainda mais concentradas nas áreas de robusta, já são mais um fator de pressão sobre as cotações nas bolsas internacionais. 

Na outra ponta, porém, os fundamentos altistas deram o suporte para parte desta virada dos fundos. Os estoques certificados de arábica na ICE despencaram para 217.932 sacas, o menor nível em 27 anos na semana passada. E assim, o cenário global que ainda é marcado por um ajuste na relação de oferta e demanda, segue como um pilar importante para as cotações, apesar de toda a volatilidade que vem sendo identificada no mercado do café já há muitos meses. 

E nesta segunda-feira, além dos ganhos do arábica, subiram ainda os futuros do robusta na Bolsa de Londres. Os ganhos entre os principais contratos foram de US$ 7,00 a US$ 10,00 por tonelada, levando o novembro a US$ 3535,00 e o março a US$ 3502,00/t. 

Ao lado do quadro técnico, no caso do robusta, o mercado ainda encontra suporte nas preocupações com o excesso de chuvas que acomete o Vietnã neste momento, e pode colocar em xeque o potencial produtivo do café no maior produtor global. 

Fonte: Notícias Agrícolas

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