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Antônio Andrade fala sobre rompimento com governo de MG em visita a Uberlândia

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Durante visita ao empresariado de Uberlândia, na manhã desta terça-feira (30), o vice-governador de Minas Gerais, Antônio Andrade (PMDB), concedeu entrevista à TV Integração e ao G1 e disse que rompeu a aliança política com o governador Fernando Pimentel (PT). O político explicou os motivos e afirmou que teve o aval da ala no diretório estadual do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, no qual Andrade é presidente.

“Eu não faço parte do governo por vários motivos. Primeiro porque aquilo que nós combinamos durante a campanha não foi cumprido. O Estado está parado, não há desenvolvimento. O governador tem declarado várias vezes que não fará as reformas que precisam ser feitas e o Estado não cresce, tendo diminuído cada vez mais a importância no cenário nacional”, explicou.

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Andrade citou os impasses jurídicos e denúncias em desfavor do político petista, investigado na Operação Acrônimo da Polícia Federal, e disse que acredita que a bancada do partido na Assembleia Legislativa também deverá romper o apoio ao governador.

“Vejo que a questão do Pimentel é jurídica, então quem tem que resolver é o STJ se ele afasta ou não. Se será julgado ou não. Não me envolvo absolutamente em nada com isso, eu apenas não gostaria de ser surpreendido. Como vice-governador, tenho que estar preparado a todo momento para assumir o governo e o vice só é bom quando está preparado. Eu estou, se a Justiça assim determinar”.

Sobre a possibilidade de assumir a titularidade do governo, caso Pimentel seja afastado do cargo por causa das investigações, Antônio disse estar preparado para assumir as obrigações. Na visita à região do Triângulo Mineiro, Antônio se reuniu com empresários locais para ouvir as necessidades do setor e destacou a importância que a região tem para o cenário econômico do estado.

Político negou ter recebido doação da Odebrecht

Outro assunto comentado pelo político natural da região Alto Paranaíba foi sobre a citação do nome dele na planilha apresentada pelo ex-executivo da Odebrecht, Benedicto da Silva Junior, em que o vice-governador teria recebido cerca de R$ 275 mil em doação ilegal para a campanha como deputado federal em 2010.

O político negou ter recebido qualquer quantia da empreiteira em seu nome e reforçou que não tem qualquer ligação com a empresa.

“No meu nome está PMDB-MG e eu sou presidente do partido em Minas Gerais. Eu acredito que esse recurso tenha sido passado para algum parlamentar, seja deputado, governador ou senador, em meu nome porque eu absolutamente não recebi nada e não me envolvo em nada com a Odebrecht”, finalizou.

Fonte: G1

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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