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Acusada de matar grávida para roubar bebê em Uberlândia é condenada a 25 anos de prisão

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Aline Roberta Fagundes confessou o crime; vó da vítima conta que acusada se passou por amiga para arquitetar o crime — Foto: Bárbara Almeida/G1

Aline Roberta Fagundes foi condenada a 25 anos e seis meses de prisão pela morte de Gabrielle Barcelos, de 18 anos, que estava grávida de oito meses em Uberlândia.

O crime ocorreu em dezembro de 2017 e Aline confessou ter assassinado a gestante para roubar o bebê, no Bairro Residencial Monte Hebron.

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O júri popular ocorreu nesta quinta-feira (28) e, após cerca de sete horas de julgamento, a sentença foi dada pelo juiz Paulo Roberto Caixeta, da 4ª Vara Criminal.

A réu foi condenada por homicídio qualificado, subtração de incapaz, ocultação de cadáver e crime de dar parto alheio como próprio, que é simular que o bebê da vítima era dela. O advogado de defesa da ré, Fidel Braga, disse que não vai recorrer.

A criança, atualmente com 3 anos, está com a família da avó materna.

Entenda o caso

Aline foi presa no dia 5 de dezembro de 2017 suspeita de ter matado uma gestante, roubado o bebê e ido ao hospital em Uberlândia dizendo que teve um parto em casa. O companheiro dela também chegou a ser detido por haver indícios, na época, de estar envolvido no crime. Mas a Polícia Civil concluiu que o homem não teve participação no crime e indiciou apenas a mulher por homicídio doloso.

Segundo a Polícia Militar (PM), Gabrielle Barcelos tinha 18 anos de idade e o corpo foi encontrado caído no quintal da casa de Aline Roberta Fagundes, no Residencial Monte Hebron, depois que os militares receberam uma denúncia. A vítima estava sem a parte de cima da roupa e com um corte na barriga. A gestante estava grávida de oito meses.

A jovem foi atraída até o local do crime com a desculpa de que receberia doações de roupas de Aline Roberta Fagundes, que simulava estar grávida. Ainda conforme a PM, depois de retirar a criança da barriga da mãe, a mulher chamou a ambulância em casa e foi levada junto com o bebê para a Unidade de Atendimento Integrado (UAI) do Bairro Planalto.

Funcionários da unidade perceberam que a criança estava em estado grave e a encaminharam com a mãe para o Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU). A polícia foi chamada pela equipe da UAI, pois a médica que fez o atendimento desconfiou que a mulher não tivesse dado à luz naquela data.

No hospital, a suspeita, acompanhada de um homem que se identificou como o marido, disse que deu à luz uma menina.

Momentos antes, o corpo de uma jovem havia sido encontrado na casa da mulher no Residencial Monte Hebron. Conforme a PM, o filho da suspeita, um adolescente de 14 anos, ligou para a polícia após chegar em casa e encontrar sangue pelos cômodos. No quintal, ele viu um colchão que parecia estar com um corpo dentro. Ao chegarem no local, os militares encontraram o corpo de Gabrielle.

Com base no cruzamento de informações sobre as denúncias recebidas, Aline Roberta Fagundes foi localizada no hospital e presa. Segundo a polícia, ela confessou o crime.

Confissão

No hospital, após ser questionada pelos militares, a mulher confessou que não era mãe da criança. Ela relatou que o companheiro havia ameaçado terminar o relacionamento depois que ela sofreu um aborto de gêmeos meses antes. Pouco tempo depois, a suspeita disse que ainda estava grávida, mas de apenas um bebê, e começou a traçar um plano para conseguir uma criança.

A mulher disse que percebeu que Gabrielle estava grávida e começou a observá-la na rua. Chegou a pesquisar na internet como realizar uma cesárea e convidou a jovem para pegar na casa dela uma doação de roupas de bebê.

Quando a jovem chegou à casa, foram servidos a ela uma xícara de café e um copo de suco. A mulher contou que tanto no suco quanto no café estava misturado um medicamento com uma alta dosagem de tranquilizante. Dopada, a grávida começou a se sentir mal e foi levada para a cama de um dos quartos da casa.

A mulher então disse ter enforcado a vítima com as mãos e feito um corte na barriga da jovem com um estilete para depois jogar o corpo em uma valeta do quintal.

No depoimento, a mulher ainda afirmou que o companheiro sabia de todo o plano e ajudou a esconder o corpo da vítima. O homem negou participação no crime e declarou que, pela manhã, antes de sair do trabalho, ouviu dela que a filha dos dois nasceria naquele dia.

Insanidade

A primeira audiência de instrução e julgamento foi realizada em maio de 2018 para ouvir a ré e testemunhas. Mas em julho daquele ano, o juiz determinou a suspensão do processo porque a defesa da mulher solicitou uma perícia para atestar a saúde mental da cliente.

Família da vítima

Em março de 2018 o G1 conversou com a avó da vítima que espera por justiça para amenizar a dor de ter perdido a neta e devido às complicações à saúde da bisneta.

“Ela construiu uma intimidade com a minha neta e acompanhava todos os passos dela, inclusive indo ao médico, pegava o ultrassom para enviar para o namorado, como se o bebê fosse deles. É uma tristeza profunda. Quero justiça, mas se não for aqui, sabemos que a de Deus não falha”, disse Maria Aparecida da Silva.

Fonte: G1

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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