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Volta ao trabalho nesta segunda-feira gera temores de “cibercaos” pelo mundo

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Network cables are seen going into a server in an office building in Washington, DC on May 13, 2017. International investigators hunted on May 13 for those behind an unprecedented cyber-attack that affected systems in dozens of countries, including at banks, hospitals and government agencies, as security experts sought to contain the fallout. The assault, which began Friday and was being described as the biggest-ever cyber ransom attack, struck state agencies and major companies around the world — from Russian banks and British hospitals to FedEx and European car factories. / AFP / Andrew CABALLERO-REYNOLDS

O ciberataque que atinge mais de 150 países desde a sexta-feira alimenta temores de recrudescimento do vírus e um “cibercaos” nesta segunda-feira, assim que as pessoas voltarem para o trabalho e os computadores forem ligados.

“O último balanço chega a mais de 200 mil vítimas, principalmente empresas, em ao menos 150 países. Realizamos operações contra 200 ciberataques por ano, mas nunca havíamos visto algo assim”, declarou o diretor do serviço europeu de polícia Europol, Rob Wainwright, à rede britânica ITV. O ataque ocorreu de “forma indiscriminada” e “se propagou muito rapidamente”, acrescentou o diretor da Europol, que teme que o número de vítimas siga crescendo.

 “A partir do momento em que a escala é tão grande, devemos nos perguntar se o objetivo é o cibercaos”, manifestou Laurent Heslault, diretor de estratégias de segurança na empresa de segurança informática Symantec.
Da Rússia à Espanha e do México ao Vietnã, milhares de computadores, sobretudo na Europa, estão infectados desde a sexta-feira pelo vírus “ransomware” (de ‘ransom’, resgate em inglês, e ‘ware’ por ‘software’), que explora uma falha nos sistemas operacionais do Windows divulgada nos documentos hackeados da agência de segurança nacional americana NSA.

O vírus bloqueia os documentos dos usuários e os hackers exigem que suas vítimas paguem uma quantia de dinheiro na moeda eletrônica bitcoin (difícil de rastrear) para que possam acessar novamente seus arquivos.



Segundo Ryan Kalember, vice-presidente sênior da Proofpoint, empresa de segurança virtual que ajudou a interromper o ataque, se aparecer uma variação do vírus sem o dispositivo conhecido como “kill switch”, as empresas estarão sozinhas para prevenir o domínio de seus computadores.

Poucos pagamentos
Rob Wainwright revelou que “houve muito poucos pagamentos até agora”, mas não passou valores. De acordo com a Symantec, até o meio-dia de sábado haviam sido registradas 81 transações no valor total de 28.600 dólares.

O ataque perturbou o funcionamento dos hospitais britânicos, das fábricas da Renault, da companhia americana FedEx, do sistema bancário russo ou de universidades de Grécia e Itália, entre outros.

A Europol estimou que nenhum país foi particularmente mais afetado. Insistiu ainda sobre a rapidez com a qual foi propagado o vírus “Wannacry”. “Começou atacando os hospitais britânicos antes de propagar-se rapidamente pelo planeta. Quando uma máquina está contaminada, o vírus escaneia a rede local e contamina todos os computadores vulneráveis”, explicou o porta-voz da Europol, Jan Op Gen Oorth.

O investigador britânico em cibersegurança que freou a propagação do vírus alertou, neste domingo, que os hackers podem voltar à ação mudando o código e que, neste caso, será impossível detê-los. Os computadores “não estarão seguros até que a correção seja instalada o mais rápido possível”, tuitou em sua conta @MalwareTechBlog.

Salvou o mundo

A Microsoft reativou uma atualização de determinadas versões de seus programas para enfrentar o ciberataque, que afeta especialmente o Windows XP. O novo sistema operacional Windows 10 não foi atacado.

O investigador, que deseja permanecer no anonimato, foi tratado como um herói que “salvou o mundo” pela imprensa britânica. O jornal Sunday Mail encontrou uma fotografia do jovem, que se dedica ao surfe em seu tempo livre e que vive na casa dos pais, no sul da Inglaterra.

A ministra britânica do Interior, Amber Rudd, advertiu em um artigo publicado no jornal Sunday Telegraph que é possível esperar outros ataques e destacou que “talvez nunca conheçamos a verdadeira identidade dos autores” do ataque desta sexta-feira.

“É muito difícil identificar e até mesmo localizar os autores do ataque. Realizamos um combate complicado frente a grupos de cibercriminalidade cada vez mais sofisticados que recorrem à criptografia para dissimular sua atividade. A ameaça é crescente”, ressaltou Rob Wainwright.

O serviço de saúde pública britânico (NHS), que conta com 1,7 milhão de funcionários, parece ter sido uma das principais vítimas e potencialmente é o caso mais preocupante devido ao risco para a saúde dos pacientes.

“A vulnerabilidade dos sistemas de saúde pública de vários países nos preocupa há tempos”, declarou o diretor da Europol. “Entretanto, vimos que poucos bancos foram afetados porque já aprenderam a lição”.

Fonte: Estado de Minas


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