

O diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos ainda é um desafio. Muitos sinais são confundidos com ansiedade, depressão, TDAH, burnout social ou dificuldades de relacionamento. Além disso, a avaliação formal exige evidências de características presentes desde a infância — algo difícil de comprovar quando não há registros escolares ou quando familiares já não lembram dos comportamentos iniciais. Outro obstáculo é a camuflagem: muitos adultos aprenderam a “imitar” interações sociais, o que reduz a percepção dos sinais durante consultas.
Diante desse cenário, pesquisadores da Universidade Federal de Viçosa, no Campus Rio Paranaíba, iniciaram uma pesquisa baseada em uma ferramenta de triagem desenvolvida pelo Departamento de Psiquiatria da Universidade de Cambridge. A iniciativa é coordenada pelos professores Karine Frehner Kavalco e Rubens Pasa e busca identificar adultos que se encaixam no perfil preliminar de TEA, além de oferecer orientações antes de um possível encaminhamento para diagnóstico formal.
A participação é simples: basta preencher o formulário disponível em
https://forms.gle/ddruZZ7u9G6ceoUt9 e aguardar o retorno da equipe. Não é necessário ter sinais aparentes de TEA, nem histórico familiar. Pessoas já diagnosticadas também são convidadas a responder, pois ajudam na validação da ferramenta, que poderá ser disponibilizada gratuitamente a profissionais no futuro.

A pesquisa integra as ações do CEN — Centro de Estudos de Neurodivergências, criado por pesquisadores da UFV-CRP para desenvolver trabalhos científicos, aproximar pacientes e profissionais e promover cursos e palestras voltados à saúde, educação, famílias e demais interessados no tema.
Mais informações estão disponíveis no site: http://cen.crp.ufv.br.
Redação Paranaíba Agora
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