
Conforme apurado, a colisão frontal ocorreu quando o motorista da caminhonete invadiu a contramão da rodovia, atingindo a motocicleta que trafegava corretamente em sua faixa.
A investigação revelou que o motorista havia consumido bebidas alcoólicas de forma intensa e contínua por mais de 11 horas, em diversos estabelecimentos comerciais da cidade durante a noite e madrugada anteriores ao acidente. Testemunhas e comprovantes de pagamento confirmaram o consumo excessivo de álcool. Imagens de câmeras de segurança foram determinantes para reconstruir a cronologia dos fatos, mostrando o investigado ingerindo bebidas até momentos antes de assumir a direção do veículo.
O relatório final da PCMG destacou que, mesmo apresentando sinais evidentes de embriaguez e recusando-se a realizar o teste do etilômetro, o motorista assumiu o risco de provocar resultado fatal. A decisão de dirigir nessas condições caracterizou dolo eventual.
Além do homicídio, o indiciado foi enquadrado por fraude processual. As apurações indicaram que, após a colisão, ele teria arrastado a motocicleta da vítima para outra faixa da pista, em aparente tentativa de simular que trafegava na via correta no momento do acidente.
O suspeito encontra-se preso desde o dia do ocorrido, quando teve sua prisão em flagrante ratificada. Com a conclusão do inquérito, o caso foi remetido ao Poder Judiciário para que sejam adotadas as providências legais cabíveis.
ASCOM Polícia Civil de Minas Gerais











