A Polícia Civil concluiu o inquérito que investigou a tentativa de homicídio ocorrida durante uma confraternização na zona rural de Lagamar, no dia 7 de junho. Com o encerramento das investigações, o principal suspeito foi indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificada e permanece preso preventivamente por determinação da Justiça.
Segundo a Polícia Civil, a vítima, L. E. M. M., dormia dentro de uma barraca montada na sala da residência onde acontecia a confraternização quando o investigado, após um desentendimento entre os dois, despejou gasolina sobre a barraca.
As investigações apontam que, mesmo sendo alertado por pessoas presentes de que o combustível poderia provocar uma tragédia, o suspeito insistiu em acionar um isqueiro até provocar o incêndio.
As chamas se espalharam rapidamente e atingiram Luiz Emanuel, que sofreu queimaduras graves em diversas partes do corpo. Ele foi socorrido inicialmente em Lagamar e, devido à gravidade dos ferimentos, transferido para o Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, onde permanece internado, sem previsão de alta médica.
Durante o resgate, outro participante da confraternização também sofreu queimaduras ao tentar retirar as roupas em chamas da vítima.
Ao longo da investigação, a Polícia Civil ouviu a vítima e diversas testemunhas, cujos depoimentos fundamentaram a conclusão do inquérito.
Conforme o delegado responsável pelo caso, o investigado foi indiciado por tentativa de homicídio triplamente qualificada. As qualificadoras consideradas foram o motivo fútil, já que a discussão teria começado por causa da escolha de uma música; o emprego de fogo, com a utilização de gasolina para potencializar o incêndio; e o recurso que dificultou a defesa da vítima, uma vez que Luiz Emanuel estava dormindo no momento do ataque.
A Polícia Civil também destacou que o incêndio colocou em risco outras pessoas que dormiam na residência.
Durante as investigações, foi representada a prisão preventiva do suspeito, medida posteriormente deferida pela Justiça. Após ser preso, ele exerceu o direito constitucional de permanecer em silêncio, informando que prestará esclarecimentos apenas em juízo.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que decidirá sobre o oferecimento da denúncia à Justiça.
Em nota, o advogado da vítima, Thiago Alves, afirmou que, apesar da dor enfrentada pela família, a conclusão do inquérito e o indiciamento representam um passo importante na busca pela responsabilização do autor. Segundo ele, a defesa continuará acompanhando o andamento do processo junto ao Ministério Público e ao Poder Judiciário.
Enquanto isso, Luiz Emanuel segue internado em tratamento das queimaduras, e o investigado permanece preso preventivamente.
Com informações do portal Patos Hoje









