
Segundo a delegada Mariana Lemos, responsável pelo caso, o funcionário trabalhava há mais de 20 anos para a vítima e teria praticado as fraudes nos últimos três anos. “Identificamos que o investigado tinha acesso total às finanças da empresa e realizava transferências indevidas. O esquema envolvia outras pessoas e possivelmente caracterizava uma organização criminosa”, explicou.
Durante a operação, a Polícia Civil apreendeu veículos e bens de alto valor incompatíveis com a renda declarada dos suspeitos. Uma segunda pessoa, com ligação direta ao funcionário, também foi presa. A delegada confirmou ainda que há indícios de participação de outra investigada, uma influenciadora digital da cidade, que teria recebido parte dos valores desviados.
A promotora de Justiça Thalita Célia, que acompanha o caso, informou que diversas medidas cautelares foram autorizadas, incluindo prisões, quebras de sigilo bancário e buscas domiciliares. “Os indícios de autoria e materialidade são muito fortes. Com a conclusão do inquérito, será oferecida denúncia contra os envolvidos. A pena pode ultrapassar o mínimo previsto, dada a gravidade e o montante do prejuízo”, afirmou.
As investigações seguem em andamento para identificar todos os participantes do esquema, que pode envolver ao menos cinco pessoas. O dinheiro desviado teria sido movimentado entre contas bancárias e usado para aquisição de imóveis, veículos e outros bens de luxo.
De acordo com a Polícia Civil, o caso é tratado como furto qualificado, lavagem de dinheiro e associação criminosa, e novas prisões não estão descartadas.
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