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Quatro meses nos EUA

Após tratamento nos Estados Unidos, Dudu retorna ao Brasil curado de doença genética ultrarrara

Dudu Amaral, de 3 anos, foi o primeiro caso diagnosticado de SPG50 no país e passou quatro meses em Dallas para receber terapia gênica
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Dudu e família com Souad Messael, diretora de operações clínicas da Elpida, responsável pelo tratamento — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O pequeno Eduardo Silva Amaral, o Dudu, de 3 anos, voltou ao Brasil após passar quatro meses nos Estados Unidos para realizar um tratamento experimental contra a Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50 (SPG50), uma doença genética considerada ultrarrara. Segundo a família, o menino está curado.

Natural de Patos de Minas, Dudu foi o primeiro caso diagnosticado da condição no Brasil. A família desembarcou no país no último dia 13 de junho, após uma temporada em Dallas, no Texas, onde a criança recebeu uma terapia gênica desenvolvida para interromper a progressão da doença.

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Agora, os pais, Paulo Amaral e Débora Amaral, se preparam para retomar a rotina. Antes de retornar definitivamente para Patos de Minas, a família permanece temporariamente em São Paulo.

“Dois anos e meio após o diagnóstico, o Eduardo finalmente não tem mais essa doença horrível. Os próximos passos são que ele volte às terapias intensivas, mas dessa vez sem a SPG50 para atrapalhá-lo”, afirmou Paulo Amaral, em entrevista ao g1.

A cura foi anunciada pela família em abril, encerrando uma mobilização que envolveu milhares de pessoas em campanhas de arrecadação e correntes de apoio. Ao longo de nove meses, amigos, voluntários e doadores ajudaram a reunir recursos para custear a pesquisa e o tratamento. Em junho de 2025, um doador anônimo completou a meta inicial da campanha. Posteriormente, a família precisou arrecadar um valor adicional para garantir a continuidade do estudo.

Diagnosticado aos 18 meses de idade, Dudu passou a integrar uma pesquisa desenvolvida nos Estados Unidos voltada para crianças com SPG50. A terapia aplicada busca corrigir a mutação genética responsável pela doença e impedir sua evolução.

Segundo a geneticista Luciana Vinhal dos Santos Ferreira, que acompanha o caso desde o diagnóstico, o principal resultado esperado é justamente interromper a progressão da enfermidade. A partir de agora, Dudu continuará sendo acompanhado por uma equipe multidisciplinar, com sessões de fisioterapia, terapia ocupacional e fonoaudiologia.

A Paralisia Espástica Hereditária Tipo 50 é uma doença genética rara que afeta o sistema nervoso e provoca rigidez muscular progressiva, fraqueza e dificuldades motoras. Sem tratamento, pacientes com a mutação podem perder gradativamente os movimentos ao longo dos anos.

A trajetória do menino também será tema de um documentário internacional sobre crianças submetidas ao tratamento experimental.

Com informações do g1 Triângulo.

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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