
O presidente Jair Bolsonaro discursou no plenário da Câmara dos Deputados, na solenidade de abertura dos trabalhos legislativos deste ano
(foto: FÁBIO RODRIGUES POZZEBOM/AGÊNCIA BRASIL)
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) entregou ontem aos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), na abertura dos trabalhos legislativos deste ano, 35 projetos prioritários do governo federal.
Entre eles, as reformas tributária e administrativa, a privatização da Eletrobras, a regulamentação da educação de crianças e adolescentes em casa, a flexibilização das regras para compra, porte e posse de armas de fogo, e a autorização para que militares possam matar em ações consideradas de legítima defesa.
No total, Bolsonaro indicou 20 projetos que entende como prioritários para tramitação na Câmara e outros 15 que o governo acredita que devem ter agilidade no Senado.
A lista foi elaborada pela Secretaria de Governo, comandada pelo ministro Luiz Eduardo Ramos, e funciona como uma espécie de sugestão do Executivo para o novo comando do Legislativo. O governo dividiu os projetos em grupos.
Há uma lista de pautas com efeito no curto prazo, porque já estão em tramitação e só dependem neste momento da aprovação em uma das casas para que sejam sancionadas.
Há nove projetos nessa categoria nas duas casas. Entram aí o projeto de autonomia do Banco Central, a lei do gás e também o projeto de cabotagem – conhecido como “BR do Mar”.
“Bom-dia, pessoal. É uma satisfação muito grande receber o novo presidente da Câmara e o novo presidente do Senado. Trocamos impressões. Esse diálogo não começou hoje, começou antes, durante as campanhas. Apresentamos uma sugestão de pautas. E podem ter uma certeza absoluta: o clima é o melhor possível”, declarou o presidente após o encontro com Rodrigo Pacheco e Arthur Lira, no Palácio do Planalto.
A reunião entre os chefes do Executivo e do Legislativo ocorreu na manhã de ontem, no Palácio do Planalto, e foi o primeiro entre os três após a eleição de Lira e Pacheco, na segunda-feira. Ambos tiveram o apoio do presidente.
No fim da tarde, o presidente foi recebido com gritos de protesto e de apoio durante a sessão de abertura do Congresso Nacional. Bolsonaro foi chamado de “genocida” por parlamentares da oposição e de “mito” pelos governistas. A manifestação dos deputados provocou reação do presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco, que disse respeitar opiniões, mas que é necessária a pacificação.
Fonte: Estado de Minas











