
Operação Brahman apreendeu várias toneladas de carne em situação irregular em Uberaba — Foto: Reprodução/Polícia Civil
A Polícia Civil entregou à Justiça, nesta quinta-feira (13), o inquérito da terceira fase da Operação “Brahman”, que apurou casos de roubo de gado e comércio irregular de carne em Uberaba . Após a conclusão das investigações, um homem de 50 anos foi indiciado pelo crime de receptação qualificada.
Segundo a Polícia Civil, o investigado é dono de um açougue e foi preso durante a terceira fase da operação. Na fazenda dele, foram encontradas cinco cabeças de gado que haviam sido furtadas.
Conforme o delegado da Polícia Civil Tiago Cruz, no açougue do investigado também foi apreendida uma tonelada de carne em situação irregular.
“Há indícios de que ele estava receptando o gado e vendendo a carne no estabelecimento dele”, afirmou o delegado.
Ainda segundo o delegado, outros dois inquéritos ligados à operação seguem em andamento na cidade. Um deles apura a exposição de alimentos impróprios para consumo em estabelecimentos comerciais. O outro investiga o envolvimento de fiscais da Vigilância Sanitária nas atividades ilícitas.
“A investigação começou em Uberaba para apurar furto de gado em fevereiro, e estamos próximos de concluir todas os inquéritos. Desde o início da operação, já diminuímos o índice de furto e roubo de gado em toda a região”, completou.
Operação “Brahman”
Na primeira fase da operação, realizada no dia 11 de maio, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, que foram expedidos pela Justiça de Uberaba. Durante a ação, dois homens, de 50 e 57 anos, foram detidos e, depois, liberados sob fiança.
Já na 2ª fase, foram investigados açougues e supermercados que comercializam a carne de animais que podem ter sido furtados ou produtos que estão em situação irregular. Segundo a Polícia Civil, 16 estabelecimentos foram fiscalizados e mais de três toneladas de carnes sem procedência comprovada foram apreendidas.
Na ocasião, duas pessoas foram conduzidas à delegacia, e um gerente de supermercado foi preso por expor à venda produtos impróprios para o consumo.
No dia 21 de julho, a terceira fase da operação foi deflagrada. Ao todo, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, sendo dois contra empresários do ramo de açougues e três contra fiscais da Vigilância Sanitária que teriam vazado informações sobre a operação.
Dias depois, a Prefeitura chegou a instaurar Processos Administrativos Disciplinares (PAD) contra os três fiscais. De acordo com a Polícia Civil, as investigações sobre esse caso correm em outro inquérito, que ainda não foi finalizado.
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