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Voluntários denunciam matança de animais em Rio Paranaíba e cobram ações das autoridades

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A redação do Paranaíba Agora voltou a ser procurada por um grupo de voluntários de Rio Paranaíba para denunciar um problema antigo e cada vez mais frequente no município: a matança de animais, especialmente gatos e cães, por envenenamento.

Segundo relatos, casos de mortes por chumbinho — substância tóxica ilegalmente usada para matar animais — têm ocorrido em vários bairros da cidade, e desta vez o caso aconteceu no Alto Santa Cruz, onde três gatos desapareceram em apenas uma semana. Apesar de denúncias anteriores e promessas de investigação, até o momento nenhuma medida efetiva foi tomada, o que tem revoltado os moradores.

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“Está na hora de dar um basta”, afirma um dos voluntários, que relatou que o grupo, formado por cidadãos comuns e até integrantes das forças de segurança pública de outros estados, está reunindo informações, organizando denúncias e buscando formas criativas de identificar os responsáveis. Uma das alternativas consideradas é equipar alguns animais com câmeras acopladas às coleiras, na tentativa de mapear rotas e registrar possíveis interações que resultem em envenenamento.

Além disso, o grupo solicita que seja criada uma central de denúncias exclusiva para maus-tratos e envenenamento de animais, o que permitiria a coleta organizada de provas, facilitando a responsabilização dos culpados.

Segundo os voluntários, há indícios de venda irregular de chumbinho em diversos pontos da cidade, mas o medo de retaliações impede que comerciantes sejam denunciados. Eles acreditam que, ao rastrear os pontos de venda da substância, seria possível chegar até os autores dos envenenamentos.

A legislação brasileira classifica como crime ambiental o uso de veneno para eliminar animais, com pena que pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa, de acordo com a Lei de Crimes Ambientais (9.605/1998).

Diante da gravidade da situação, os voluntários apelam à Prefeitura Municipal, Polícia Civil, Ministério Público e órgãos de defesa animal para que se mobilizem com urgência e tomem medidas concretas no enfrentamento a esse tipo de violência.

A comunidade pede justiça pelos animais mortos e reforça que a omissão também é cúmplice do crime.

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