O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu nesta terça-feira (29) encerrar a greve nacional dos empregados da Caixa Econômica Federal. Com a decisão, os trabalhadores devem retomar as atividades normalmente a partir desta quarta-feira (30).
A paralisação começou em 10 de setembro, após o fracasso das negociações entre a Caixa e os sindicatos. O principal ponto de divergência foi o Saúde Caixa, plano de assistência médica dos empregados.
Durante o julgamento do dissídio coletivo, o ministro Maurício Godinho Delgado rejeitou o pedido da Caixa para declarar a greve abusiva e também afastou a aplicação de multa aos sindicatos. Apesar disso, determinou o encerramento da paralisação e a retomada das atividades.
O TST definiu que os dias não trabalhados deverão ser compensados pelos empregados em até 180 dias, em vez do desconto dos salários. A compensação deverá considerar a efetiva participação de cada trabalhador no movimento, já que algumas unidades continuaram funcionando durante a greve.
Reajuste
A sentença normativa estabelece, para o período de 1º de setembro de 2026 a 31 de agosto de 2027, reajuste salarial correspondente à inflação medida pelo INPC, acrescida de 0,6% de ganho real.
O mesmo índice será aplicado a benefícios como auxílio-refeição, auxílio-alimentação, cesta-alimentação, auxílio-creche e auxílio-babá.
Saúde Caixa
O Saúde Caixa foi o principal ponto de conflito durante as negociações. Os sindicatos questionaram mudanças propostas pelo banco e afirmaram que elas poderiam aumentar a participação dos empregados no custeio do plano.
Na decisão, o TST incorporou à sentença normativa as cláusulas sobre o Saúde Caixa e a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) já previstas nos acordos coletivos anteriores.
A Corte também manteve outras cláusulas dos acordos anteriores, incluindo regras sobre horas extras, adicional noturno, adiantamento do 13º salário, gratificações de função e auxílio-funeral.
Apesar do fim da greve, as negociações sobre o Saúde Caixa devem continuar entre a instituição financeira e as entidades representativas dos trabalhadores.
Com informações do g1.









