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Segunda dose de vacina contra a COVID-19 começa a ser aplicada em Minas

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(foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)

Minas Gerais começou a imunizar os primeiros profissionais da saúde com a segunda dose da CoronaVac, na tarde de ontem. Ibirité e Betim são as primeiras cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) que aplicaram a segunda rodada da vacina contra a COVID-19. No Leste de Minas, apenas Coronel Fabriciano deu início aos protocolos da segunda dose. Muitas cidades já receberam o novo lote, mas ainda estão se organizando e encaminhando para os hospitais e unidades de saúde.

A espera por este momento pareceu uma eternidade para os que trabalham na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus. Rita Gonçalves dos Reis Silva, de 34 anos, técnica de enfermagem do Hospital de Campanha de Ibirité, recebeu a segunda dose. “Tomar esta segunda dose significa esperança de, no meu caso, não me reinfectar porque já peguei COVID-19. É um vírus traiçoeiro, nunca se sabe qual será a gravidade. Vi muitas vidas sendo perdidas e famílias inteiras infectadas, um sofrimento imenso. Para mim, a espera da vacina foi longa. É uma conquista. Agora a esperança se sobrepõe ao medo”, diz Rita.

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Wilson Bispo dos Santos, de 50, é auxiliar de serviços gerais há 15 anos no Hospital Regional de Ibirité e também atuou no Hospital de Campanha. Ele foi o segundo no município a receber a segunda dose e conta que o medo de contrair a doença era constante. “É uma felicidade muito grande, o sentimento é de gratidão. O medo era grande de contrair a doença, eu ficava bastante preocupado porque convivo com os meus pais e avós. Minha mãe tem problema no coração, pressão alta e diabetes e o medo era de levar o vírus para casa”, conta Wilson que não teve nenhum efeito colateral quando recebeu a primeira dose.

De acordo com a assessoria de comunicação de Ibirité, todos os profissionais da saúde serão atendidos. Ao todo, 2.722 pessoas serão imunizadas na cidade, sendo 1.177 profissionais imunizados do primeiro lote, mais 1.545 pessoas do segundo lote (sendo 155 da CoronaVac e 1.390 da Astrazeneca).

Outra cidade da RMBH, Betim, também deu início aos protocolos para a segunda dose. Na tarde de ontem, os trabalhadores do Centro de Cuidados Intensivos, o Cecovid-4, foram os primeiros a receber a segunda dose. Ao longo das próximas semanas, as demais unidades de saúde receberão o complemento. Betim obteve 5.161 doses da CoronaVac para a segunda etapa de imunização. O município também recebeu da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG) um novo lote com 670 doses da CoronaVac e 2.990 da vacina Astrazeneca para aplicação da primeira dose.

Vale do Aço

Entre as grandes cidades do Leste de Minas, apenas Coronel Fabriciano, no Vale do Aço, tem vacinado os idosos que não estão nos asilos e casas de repouso. Os idosos internos dessas instituições foram os primeiros a ser imunizados na cidade. Os demais estão sendo visitados em suas residências, onde recebem a vacina.

A vacina em domicílio, segundo a prefeitura, é uma forma de garantir a segurança das pessoas de grupos de risco, evitando a exposição desnecessária com os deslocamentos até as UBS. A vacinação domiciliar de idosos e doentes crônicos começou na quinta-feira (20/1), dia do aniversário de 72 anos de Coronel Fabriciano. Na terça-feira (2/2), o prefeito Marcos Vinícius da Silva Bizarro (PSDB), que é geriatra, aplicou a segunda dose da vacina em 27 internos Serviço de Acolhimento Institucional –Lar dos Idosos Bem Viver. Nos próximos dias, todos os vacinados com a primeira dose, inclusive os vacinados em domicílio, receberão a segunda dose.

Na segunda-feira, Coronel Fabriciano recebeu mais 1.465 doses de dois tipos de vacina contra o novo coronavirus: a Astrazeneca e a CoronaVac, por meio da Superintendência Regional de Saúde (SRS). Esse volume, segundo o secretário Ricardo Cacau, ainda é insuficiente para atender toda a cidade, mas outras remessas são aguardadas para a próxima semana e a expectativa do município é de não interromper o trabalho.

Vacinômetro de Minas

Segundo o vacinômetro da Secretaria de Estado da saúde (SES-MG), na tarde de ontem (3/1), a vacina havia sido aplicada a 179.990 profissionais da saúde, 13.015 idosos em Instituições de Longa Permanência, 1.136 pessoas com deficiência em residências inclusivas e 2.685 população indígena em Minas Gerais. Os dados, porém, não informam quantas pessoas receberam a segunda dose. Segundo especialistas, a proteção começa, em média, duas semanas após a aplicação da segunda dose no paciente.

O que é o coronavírus

Coronavírus são uma grande família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus (COVID-19) foi descoberto em dezembro de 2019, na China. A doença pode causar infecções com sintomas inicialmente semelhantes aos resfriados ou gripes leves, mas com risco de se agravarem, podendo resultar em morte.

Como a COVID-19 é transmitida?

A transmissão dos coronavírus costuma ocorrer pelo ar ou por contato pessoal com secreções contaminadas, como gotículas de saliva, espirro, tosse, catarro, contato pessoal próximo, como toque ou aperto de mão, contato com objetos ou superfícies contaminadas, seguido de contato com a boca, nariz ou olhos.

Como se prevenir?

A recomendação é evitar aglomerações, ficar longe de quem apresenta sintomas de infecção respiratória, lavar as mãos com frequência, tossir com o antebraço em frente à boca e frequentemente fazer o uso de água e sabão para lavar as mãos ou álcool em gel após ter contato com superfícies e pessoas. Em casa, tome cuidados extras contra a COVID-19.

Quais os sintomas do coronavírus?

Confira os principais sintomas das pessoas infectadas pela COVID-19:

  • Febre
  • Tosse
  • Falta de ar e dificuldade para respirar
  • Problemas gástricos
  • Diarreia
  • Em casos graves, as vítimas apresentam:
  • Pneumonia
  • Síndrome respiratória aguda severa
  • Insuficiência renal

Os tipos de sintomas para COVID-19 aumentam a cada semana conforme os pesquisadores avançam na identificação do comportamento do vírus.

Mitos e verdades sobre o vírus

Nas redes sociais, a propagação da COVID-19 espalhou também boatos sobre como o vírus Sars-CoV-2 é transmitido. E outras dúvidas foram surgindo: O álcool em gel é capaz de matar o vírus? O coronavírus é letal em um nível preocupante? Uma pessoa infectada pode contaminar várias outras? A epidemia vai matar milhares de brasileiros, pois o SUS não teria condições de atender a todos? Fizemos uma reportagem com um médico especialista em infectologia e ele explica todos os mitos e verdades sobre o coronavírus.

Fonte: Estado de Minas

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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