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Polícia em Araxá apresenta homem que se passava por pai de santo e tinha relações sexuais com vítimas

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Um homem, de 37 anos, investigado por crime de violação sexual e charlatanismo, foi apresentado pela Polícia Civil em Araxá, no Alto Paranaíba, na manhã desta quinta-feira (13). Ele já está preso preventivamente desde o dia 5 de julho e foi indiciado.

Segundo a polícia, o crime ocorreu em abril de 2016. As vítimas, com 14 e 20 anos na época dos fatos, relataram que mantiveram relação sexual com o homem que alegava estar incorporado por uma entidade espiritual. Ele também dizia que as relações sexuais iram ajudar a resolver os problemas pessoais das vítimas. A jovem e a adolescente engravidaram.

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“O suspeito vinha cometendo delitos de violação sexual mediante fraude previsto no artigo 215 do Código Penal. Esse autor, se passando por pai de santo, induzia as vítimas ao erro, dizendo que fazia parte deste trabalho religioso e mantinha relação sexual com estas vítimas, tendo duas delas engravidado dele. A Polícia Civil não pode tolerar este tipo de atitude que brinca com a boa fé e com a religião das pessoas”, contou o delegado regional de Polícia Civil em Araxá, Vitor Hugo Heisler.

A delegada Paula Logo Dib, responsável pelas investigações, disse que o inquérito foi instaurado depois que as vítimas procuraram o Conselho Tutelar, afirmando que estavam sendo ameaçadas pelo homem caso procurassem a polícia. “O Conselho informou a Polícia Civil, por meio de relatório de atendimento delas, que os fatos que estavam ocorrendo”, acrescentou.

Ainda segundo a delegada, o homem confirma que teve relações sexuais com as vítimas, mas alega que nada foi forçado. “Ele fala que seria um pai de santo, que fazia trabalhos espirituais que poderiam envolver relações sexuais”, acrescentou.

Paula Dib também acredita que há a possibilidade de haver mais vítimas do crime. “Com certeza deve haver, já que ele intitula isto que faz como ‘trabalho’. Então, acredito que pode haver não só vítimas da relação sexual, mas vítimas de extorsão. As investigações continuam para apurar outras condutas que ele possa ter praticado”, ressaltou a delegada.

A pena para o crime de violação sexual mediante fraude, conforme Paula Dib, é de dois a seis anos de reclusão. Neste caso, o homem ainda pode ser condenado por outros crimes, já que ele fez ameaças às vítimas.
Fonte: G1
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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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