Polícia Militar realiza Operação Guardiões do Campo em municípios da região Prefeitura lança oficialmente construção do Parque de Exposições de Rio Paranaíba Prefeitura inaugura quadra do CRAS e homenageia servidora Maria Madalena Borges em Rio Paranaíba Prefeitura entrega revitalização do Quartel da Polícia Militar e reforça estrutura da segurança em Rio Paranaíba Homem em surto é contido com arma de choque após ameaçar pessoas em Carmo do Paranaíba Agência dos Correios de Rio Paranaíba terá horário de atendimento reduzido durante o mês de julho UFV é homenageada pelos 100 anos em sessão solene na Câmara dos Deputados; comitiva de Rio Paranaíba acompanha cerimônia Câmara de Rio Paranaíba aprova criação de painel para acompanhar emendas parlamentares
Sicoob

Ministério estuda ampliação de usinas nucleares no Brasil

LATICINIO
prefeitura
seucarro

Com a crise energética histórica deste ano, fica mais claro que o Brasil precisa ampliar a produção de eletricidade com diferentes matrizes, que possam ir além das usinas hidrelétricas e térmicas. Para os especialistas em física nuclear, esse é um bom momento para o país retomar o debate sobre a implantação de novas usinas nucleares, além do complexo instalado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. O tema avançou durante o governo de Lula, mas acabou perdendo força após o acidente na usina de Fukushima, no Japão, em março de 2011.

Procurado pela reportagem, o Ministério de Minas e Energia (MME) afirma que o investimento em energia nuclear está dentro do escopo do Plano Nacional de Energia (PNE). O documento prevê expansão de 8 a 10 gigawatts por meio dessa fonte, embora não esteja explícito o número de novas usinas.

Para a futura expansão dessa matriz energética, o MME tem estudado as regiões do país que podem receber as novas usinas para dar mais estabilidade ao Sistema Interligado Nacional (SIN). “A orientação política do ministro Bento Albuquerque é manter a diversidade das fontes, explorar o nosso potencial em recursos, fortalecer a energia renovável e buscar a redução das emissões. A questão de investir na matriz nuclear atende a todos esses critérios. O Brasil é o sétimo no mundo em recursos de urânio; é um dos 10 países que dominam o ciclo do combustível, num processo considerado o mais barato de todos (uso de ultracentrífugas); e tem grande experiência em operação de usinas nucleares com alto rendimento (acima de 90%)”, afirma o ministério.

estacao
psi

Alexandre Gromann, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), afirma que a produção nuclear tem sido pautada no mundo inteiro por causa do aquecimento global. Muitos países têm a queima de combustíveis fósseis como principal fonte de energia elétrica e precisam de fontes alternativas que não emitam gases para a atmosfera – como são os casos de fontes hidrelétricas, solares, eólicas e nucleares.

Segundo ele, até mesmo a Alemanha, país que decidiu desligar todas as usinas nucleares até o fim de 2022, debate atualmente a extensão da vida de algumas unidades para garantir a produção de energia no país. De acordo com o jornal público alemão DW, o preço da eletricidade no mercado de energia na Alemanha subiu cerca de 140% desde janeiro. Quase 25% da produção de eletricidade nesse país vêm do carvão, enquanto a energia nuclear responde por 11%.

“A Alemanha passou a queimar mais carvão, ou seja, passou a poluir mais, e a comprar energia da França, que usa muita energia nuclear”, afirma o vice-presidente da Aben, lembrando que alguns países que crescem economicamente, como China e Índia, estão construindo várias usinas.

Tratamento dos rejeitos ainda em estudo

Professor do Departamento de Engenharia Nuclear da UFMG, Carlos Eduardo Velasquez Cabrera explica que o Brasil ainda precisa decidir como vai lidar o combustível queimado (rejeitos) das usinas, se vai optar por uma recuperação química do plutônio ou urânio físsil utilizados na produção. “Isso impacta na decisão da área utilizada para o repositório. Se o país optar pelo reprocessamento, os rejeitos vão demandar áreas menores”, explica.

A área usada para o armazenamento não precisa ser próximo à usina e deve estar localizado em uma área distante de ocupação humana. “Se faz um estudo sobre a condição do solo da área que vai receber o rejeito, se existe alguma possibilidade de infiltração, se houver um problema”, diz.
Para ele, para que o país possa crescer a matriz nuclear, é preciso educar a população sobre como funcionam as usinas. Mas também é necessário ter muito investimento. “O grande problema é que o custo é muito elevado e, se o prazo não é cumprido, o orçamento pode duplicar. O projeto vai se adiando e precisa, cada vez mais, de dinheiro”, aponta.

Um exemplo disso é a usina Angra 3, cujo planejamento foi iniciado em 1984 e a obra foi interrompida duas vezes, a última em 2015. De acordo com o MME, a entrada em operação da usina está prevista para 2027. O custo dessa obra sofreu alterações recentes por causa da variação do câmbio e está estimado em R$ 20 bilhões. O empreendimento encontra-se em fase final da modelagem pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Opinião pública ainda é barreira

Alexandre Gromann, vice-presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), reconhece que no Brasil a construção de novas usinas nucleares poderia esbarrar na opinião pública, que tende a lembrar dos acidentes históricos (como de Chernobyl, na Ucrânia, em 1986) e desconhecer os benefícios dessa fonte de energia. Além disso, muitos ambientalistas questionam a energia nuclear por temerem os efeitos dos resíduos radioativos.

“Mas toda indústria tem algum nível de resíduo, é preciso avaliar quanto você pode aceitar. A usina nuclear ocupa uma área menor, degrada menos o meio ambiente. E conhecemos o resíduo”, argumenta o especialista.

O Tempo

COMPARTILHAR:

Goldnet
Escrito por

Redação Paranaíba Agora

O portal Paranaíba Agora completa oito anos levando informação com responsabilidade e credibilidade para todo Alto Paranaíba.