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Mineradora em Serra do Salitre prevê geração de mais de 2 mil empregos

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Espaço que é ocupado por mineradora em Serra do Salitre (Foto: TV Integração/Reprodução)

Espaço que é ocupado por mineradora em Serra
do Salitre (Foto: TV Integração/Reprodução)

O município de Serra do Salitre, no Alto Paranaíba, está prestes a entrar na rota da mineração. A cidade, onde cerca de 80% da economia gira em torno da agricultura, receberá a Galvani Complexo Mineroindustrial da Serra do Salitre. As obras de instalação estão 30% concluídas e foram orçadas em R$ 500 milhões. A empresa, que durante a obra gerou mais de mil empregos, pretende contratar dois mil trabalhadores no período de pico das obras e gerar 700 empregos diretos e outros 500 indiretos. A previsão é de que o negócio entre em operação no segundo semestre de 2017 com a produção de 1,2 milhão de toneladas de fertilizantes fosfatados por ano.

A área industrial tem um milhão e quatrocentos metros quadrados. O gerente de projetos da empresa, Gustavo Horbachi, diz que o espaço será dividido em duas partes. “A gente tem uma área de mineração, que vai ser a primeira a partir do segundo semestre do ano que vem. E uma parte de produção de aços, que vai servir para produzir fertilizantes em 2018. A gente espera que ela entre em operação também”, disse.

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Impactos
O secretário municipal de Administração, Álvaro Rocha Júnior, elogiou a implantação da empresa na cidade. “É muito positiva para o município, pois vai transformar principalmente o setor econômico. Cerca de 20% do quadro de trabalhadores contratados são formados por pessoas da cidade. A expectativa que temos é de aumento na arrecadação, principalmente por meio da geração de novos empregos. O crescimento da população aumenta a necessidade em vários setores do serviço público. Por isso já planejamos usar esses novos recursos nas áreas de saúde e educação, dentre outras”.

De acordo com o presidente do Sindicato Rural de Serra do Salitre, Adriano Bernardes da Silva, 80% da agricultura local são compostos pela plantação de café. Os outros 20% são diluídos no setor agropecuário e nas empresas. O chefe de Obras da Prefeitura disse que a cidade precisava de um investimento como o da mineradora. “A expectativa do povo e dos imigrantes que aqui chegaram é essa, de que a mineradora traga progresso à cidade”, disse.

O empresário Roberto Domingues da Silva tem um hotel na cidade há oito anos. Ele afirma que, ainda na implantação, a mineradora gerou impacto no negócio. Desde que a obra foi iniciada ele precisou ampliar o tamanho do hotel de 10 para 34 quartos. “O movimento no hotel aumentou em 60%. Agora pretendo construir mais quartos. Tenho a planta está pronta e pretendo começar a mudança em breve. Deveremos contratar mais gente. Talvez algo entre 10 e 15 pessoas”, detalhou.

A Galvani está há 80 anos no Brasil com 30 anos na operação com fertilizantes. Tem sete unidades distribuídas pelos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso e Ceará. O Complexo Mineroindustrial de Serra do Salitre é o principal projeto da Galvani no Brasil.

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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