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Minas Gerais confirma caso de gripe aviária e decreta emergência sanitária por 180 dias

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O governo de Minas Gerais confirmou, nesta terça-feira (27), um novo foco de gripe aviária no estado. O caso foi registrado em uma ave ornamental, um cisne negro, em um sítio no município de Mateus Leme, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com isso, o governador Romeu Zema decretou estado de emergência sanitária por 180 dias.

A medida foi publicada em edição especial do Diário Oficial e visa intensificar o monitoramento, as ações preventivas e a análise de riscos relacionados à Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP). Segundo o governo, essas ações serão desenvolvidas em conjunto com o setor produtivo e o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), seguindo os protocolos sanitários vigentes.

Em vídeo enviado à imprensa, o vice-governador Mateus Simões explicou que a contaminação foi provocada pela passagem de aves migratórias. “Todos os recursos físicos, estruturais e financeiros já estão à disposição das autoridades sanitárias. Não há risco para o consumo de carne ou ovos”, afirmou.

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Impacto na economia

O caso confirmado em Minas se soma aos focos recentes no Rio Grande do Sul, onde a gripe aviária foi identificada em uma granja comercial e em um zoológico. A repercussão internacional levou mais de 40 países, incluindo China e membros da União Europeia, a suspenderem as importações de carne de frango brasileira.

Minas, segundo estudo da Fundação João Pinheiro, pode perder até R$ 1 bilhão em receitas com exportações de carne de frango, caso o cenário se mantenha. As perdas projetadas variam de 8,7% a 27% nas vendas externas.

Plano de contingência

O estado informou que todas as ações fazem parte do Plano de Contingência da Influenza Aviária, elaborado em 2022 para prevenir e conter surtos da doença. As medidas incluem reforço na biossegurança das granjas, ações de educação sanitária, monitoramento de propriedades de subsistência e vigilância ativa nas áreas de risco.

A Influenza Aviária não é transmitida pelo consumo de carne ou ovos, desde que bem cozidos. A transmissão para humanos é rara, ocorrendo geralmente em casos de contato direto com aves infectadas e com carga viral elevada.

Contexto nacional

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango. Em 2024, o país embarcou mais de 5,1 milhões de toneladas da proteína, gerando quase US$ 10 bilhões em receitas. A China foi o principal destino, com mais de 560 mil toneladas.

Apesar da gravidade da situação, o Ministério da Agricultura já iniciou a desinfecção das áreas afetadas no Rio Grande do Sul. Caso não surjam novos focos, o Brasil poderá retomar o status de área livre da doença em 28 dias.

O governo mineiro reforça que não há comprometimento da produção avícola local até o momento, mas alerta para a importância de rigorosa vigilância sanitária nos próximos meses.

 

 

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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