A redação do Paranaíba Agora teve acesso exclusivo a documentos oficiais e registros fotográficos que embasaram o inquérito da Polícia Civil de Minas Gerais sobre graves irregularidades sanitárias em um açougue de Rio Paranaíba. O material confirma risco real à saúde pública e o indiciamento de dois responsáveis pelo estabelecimento.
A investigação foi conduzida pela Delegacia de Polícia Civil de Rio Paranaíba após fiscalização da Vigilância Sanitária Municipal, com apoio técnico do CISALP. Os relatórios apontam condições sanitárias incompatíveis com as normas vigentes.
Entre as irregularidades constatadas estão carnes em avançado estado de decomposição, com larvas, insetos e odor intenso, além de câmara fria em condições insalubres. Também foi identificada ausência de documentação de origem e rastreabilidade, presença de substâncias impróprias para consumo, como sal amoníaco e sal agropecuário, e contato entre alimentos crus e produtos prontos, expondo consumidores a contaminação imediata.
Os documentos técnicos ainda descrevem produção clandestina, produtos sem identificação, validade ou rotulagem, equipamentos em más condições de higiene e falhas estruturais generalizadas.
Durante a fiscalização, conforme registrado no inquérito, agentes públicos foram ameaçados no exercício da função, o que levou à interrupção da ação por segurança. Posteriormente, carnes que haviam sido lacradas para descarte foram retiradas sem autorização, caracterizando tentativa de ocultação de provas.
Ao final do inquérito, os dois responsáveis foram indiciados por crime contra as relações de consumo, previsto na Lei nº 8.137/90. Um deles também foi indiciado por ameaça e coação no curso do processo. O caso foi encaminhado ao Poder Judiciário.
Após a publicação da reportagem, a redação do Paranaíba Agora recebeu tentativas de intimidação para retirada do conteúdo. O portal reforça que todas as informações divulgadas são baseadas em documentos oficiais, e que seguirá cumprindo seu papel jornalístico de interesse público.
Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181 ou pelos canais oficiais da Polícia Civil.










