
Segundo o boletim de ocorrência, os filhos contrataram uma cuidadora particular, mas a mulher ficou assustada com a situação e não retornou ao hospital. A médica responsável acionou a Polícia Militar e relatou que tanto a equipe do hospital quanto o serviço de assistência social tentaram contato com os familiares, sem sucesso.
O estado de saúde do idoso exige cuidados contínuos, mas sua permanência no hospital, sem necessidade clínica, representa risco. O Lar de Idosos de Lagoa Formosa também recusou o acolhimento, alegando que ele possui grau de dependência elevado (grau III), o que foge da capacidade da instituição, além da ausência de vagas para homens no momento.
O caso ganha ainda mais repercussão por se tratar de um ex-servidor público que, segundo informações apuradas, ajudou na construção do próprio hospital e do asilo onde hoje não pode ser acolhido.
Após a denúncia, a PM conseguiu contato com uma das filhas, que afirmou ter pouco vínculo com o pai e não manter relacionamento com os demais irmãos, exceto um que mora nos Estados Unidos. Ela disse que tentará conversar com esse irmão para buscar uma solução.
O Ministério Público foi acionado e deve intervir para garantir os direitos do idoso e encontrar uma saída urgente para o caso.
Com informações do Patos Hoje






