
Identificado como D. G. de O., de 59 anos, ele era natural de Rio Paranaíba e possuía uma extensa ficha criminal. De acordo com apuração junto a Polícia Civil, o homem era um dos principais suspeitos de participação no crime que vitimou o delegado na frente da própria filha. Na ocasião, criminosos armados invadiram uma fazenda, renderam os presentes e executaram o policial. Além do assassinato, os bandidos fugiram com as armas do delegado e um veículo da família.
As investigações apontaram que D.G. de O. e outro comparsa teriam sido os autores dos disparos que mataram o delegado. Desde então, ele era considerado um criminoso de alta periculosidade e também era investigado por outros crimes.
Em 2011, o homem e seu filho, à época com 20 anos, foram presos durante a Operação Campo Limpo, deflagrada pelas polícias civis de Patos de Minas, Uberlândia e Carmo do Paranaíba. Na ocasião, seis homens foram apresentados como membros de uma quadrilha especializada em roubos de cargas e caminhões nas rodovias da região. Os criminosos atuavam fortemente armados e utilizavam veículos de pequeno porte para interceptar caminhoneiros, que eram rendidos, levados para áreas de mata e deixados amarrados enquanto os ladrões fugiam com os veículos.
Segundo a polícia, os assaltos tinham como foco os cavalos mecânicos, geralmente encomendados com antecedência, o que explicaria a agilidade da quadrilha em fazer os caminhões desaparecerem.
Nos meses anteriores à operação, somente nas regiões de Patos de Minas e Carmo do Paranaíba, ao menos cinco roubos com o mesmo modo de operação haviam sido registrados. O homem também era suspeito de envolvimento em pelo menos três assaltos em Rio Paranaíba.
O confronto desta segunda-feira encerra a trajetória de um criminoso que, por anos, esteve ligado a crimes violentos e ações ousadas no interior mineiro. A Polícia Civil continua apurando os desdobramentos do caso.






