
A namorada do suspeito de 38 anos, que filmou as cenas de agressão, mas não acionou a polícia, também foi indiciada por maus-tratos contra animais de forma omissiva.
De acordo com a Polícia Civil, no dia 6 de setembro o investigado deu diversos tapas na cabeça e no rosto do cão, torceu o pescoço dele, o levantou pela orelha e ainda jogou o animal contra a parede. As agressões eram intercaladas com períodos de pausa e retomadas repetidamente.
Toda a cena de tortura foi filmada pela namorada do indivíduo, que o confrontou posteriormente e o expulsou de casa. O vídeo foi compartilhado com várias pessoas, e só então chegou ao conhecimento da polícia.
No dia 9 de setembro, o cão foi resgatado pela Polícia Militar Ambiental em estado grave.
Investigação
A Polícia Civil apurou que o casal se relacionava há aproximadamente seis meses, e o homem frequentava constantemente a casa da namorada. Os principais sinais de maus-tratos contra o animal foram percebidos pelo filho da investigada, de 10 anos, que suspeitou das agressões e pediu para morar com o pai.
Interrogada, a mulher disse à polícia que inicialmente não acreditou nas suspeitas do filho, mas notou posteriormente mudanças no comportamento do cão, incluindo dificuldade de locomoção, sangramento bucal, perda de apetite e apatia.
No dia 6 de setembro, a suspeita ouviu latidos do cão e viu o namorado agachado ao lado dele. Suspeitando de maus-tratos, a mulher escondeu o celular para filmar o homem. Mais tarde, ela saiu de casa para a academia, deixando-o sozinho com o cachorro.
“Durante quase três horas e meia, cenas de extrema crueldade e violência foram registradas pelo celular. Os depoimentos revelaram um padrão de omissão por parte da investigada, que demorou a agir mesmo tendo suspeitas das agressões”, disse o delegado responsável pelo caso, Danniel Pedro.
O inquérito policial foi concluído com o indiciamento dos suspeitos e encaminhado à Justiça para as providências cabíveis.
g1










