
Segundo relato encaminhado à redação do Patos Hoje, a gestante, com 22 semanas de gravidez, deu entrada no hospital por volta das 9h do dia 1º de janeiro, apresentando dilatação, bolsa protusa e sinais claros de trabalho de parto. A família afirma que, a partir desse momento, ela passou a sentir dores intensas e contínuas, que se estenderam até cerca de 20h do dia 2 de janeiro, totalizando aproximadamente 35 horas de internação.
De acordo com os familiares, durante esse período, a gestante teria recebido pouco acolhimento e poucas informações sobre seu estado clínico. Mesmo em trabalho de parto, a orientação teria sido apenas para aguardar, tentar descansar e dormir. Ainda conforme o relato, foi administrado apenas calmante, apesar da intensidade da dor.
A situação teria se agravado quando a paciente sofreu uma crise de pânico, com falta de ar e desespero. Somente após esse episódio, ela teria sido levada para a sala de parto. Durante o procedimento, segundo a família, o bebê acabou caindo no chão e não resistiu, vindo a óbito.
Os familiares ressaltaram que têm ciência de que, com 22 semanas de gestação, as chances de sobrevivência do bebê são extremamente reduzidas. No entanto, a indignação estaria relacionada, principalmente, à forma como todo o atendimento foi conduzido. A denúncia foi tornada pública com o objetivo de que o caso seja apurado e para evitar que outras mulheres passem por situações semelhantes. A família informou que já buscou os meios judiciais.
Em nota, a Fundação de Assistência, Estudo e Pesquisa de Uberlândia e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais informaram que estão apurando as circunstâncias do atendimento. As instituições destacaram que, em respeito ao sigilo de prontuário e à Lei Geral de Proteção de Dados, não fornecem detalhes do caso, mas que a equipe está à disposição da paciente e de seus familiares para esclarecimentos presenciais.
Com informações do Patos Hoje










