
“Fiz o pedido da revogação da prisão na última sexta-feira (6), em Belo Horizonte, e o desembargador abriu vista para o procurador de Justiça, que ficou segunda e terça com o processo. Nessa quarta-feira (11), voltou para o desembargador do Tribunal de Justiça, que optou por dar a prisão domiciliar pra ele, tendo em vista que ele está com problemas de saúde”, contou o advogado.
Por telefone, Fabrício também informou que vai continuar a recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ), já que a defesa também solicitou a revogação da prisão.
Prisão
O TJMG expediu um mandado de prisão contra o ex-prefeito por obstrução da Justiça em um processo sobre suspeita de irregularidades na licitação do transporte urbano da cidade. O advogado explicou que Cardoso não compareceu a uma audiência sobre o caso que ocorreria em Belo Horizonte devido a problemas de saúde.
“Ele [o ex-prefeito] foi intimado a ir a Belo Horizonte prestar esclarecimentos no Tribunal de Justiça de Minas Gerais sobre supostas irregularidades na licitação no transporte urbano durante seu mandato, de 2005 a 2008. Ele, sem condições mínimas de saúde, deixou de comparecer ao Tribunal e não justificou a ausência. O desembargador Marcílio Eustáquio dos Santos expediu o mandado de prisão por obstrução da Justiça”, explicou o advogado.
Com relação ao processo em que ex-prefeito é citado por envolvimento em supostas irregularidades na licitação de transporte urbano no mandato 2005-2008, Fabrício declarou que o cliente responde por atos de terceiros e não é especialista em licitação.
Outras ocorrências
Júlio César Elias Cardoso tem 17 processos analisados em segunda instância pelo TJMG e mais de 50 em primeira instância. Em 2014, o ex-prefeito foi preso por suspeita de abusar de uma menina de sete anos, amiga da filha dele. Após conseguir habeas corpus, ele passou a responder ao processo em liberdade.
Júlio Elias Cardoso foi prefeito de Patrocínio por duas vezes, no período de 1993 a 1996 e de 2005 a 2008. Em 2012, ele tentou voltar à administração municipal, mas teve o registro impugnado pela Justiça e, antes de terminar o processo, renunciou à disputa.
Fonte: G1











