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Espelhado no Londrina, URT busca ascensão no cenário nacional

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Semifinalista do Mineiro de 2016, a URT foi campeã do interior e "terror dos grandes" no estadual (Foto: URT/Divulgação)

Semifinalista do Mineiro de 2016, a URT foi campeã do interior e “terror dos grandes” no estadual (Foto: URT/Divulgação)

O modelo de gestão do Londrina Esporte Clube ultrapassou fronteiras. A trajetória e planejamento do time paranaense, que foi da Série D do Brasileiro, em 2014, à Série B, em 2016, servem de inspiração para outros clubes do interior que almejam espaço no cenário nacional. Depois de ser campeã mineira do interior de 2016, a União Recreativa dos Trabalhadores (URT), de Patos de Minas, se reinventa e aposta no exemplo do projeto do Londrina para a disputa da elite do Mineiro, da Copa do Brasil e da Série D do Brasileiro de 2017.

Depois de visitas ao Londrina, o gestor de futebol da URT, Márcio Malamud, ressaltou a importância e a eficácia do projeto dos dirigentes paranaenses. Vendo de perto como as coisas funcionam, o empresário levou novas ideias para o clube mineiro, que terá calendário cheio na próxima temporada.

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– É um projeto diferente do que é feito nos times do interior de Minas Gerais e estamos trabalhando há muito tempo. A URT tem calendário o ano todo em 2017, e precisa trabalhar para manter os jogadores. Estamos com um treinador mais jovem, estamos apostando no Rodrigo Santana para estar o ano todo com a gente. É uma comissão técnica nova, com muita tecnologia e baseado no projeto do Londrina, que está há alguns anos com mesmo treinador e foi subindo, com base em um projeto. Estivemos várias vezes em Londrina conversando, observando o trabalho. Essa linha que estamos seguindo para a temporada na URT – disse Malamud.

Mesmo sendo um projeto inovador nos times do interior do estado, o gestor acredita que a receita do sucesso é não gastar muito. Agindo dentro da realidade da URT, Malamud incorpora, aos poucos, os elementos da nova gestão. Para explicar a aposta no jovem técnico Rodrigo Santana, com passagens por Juventus-SP e Uberaba Sport, e o orçamento “pés no chão”, o dirigente toma como exemplo o treinador do Londrina, Cláudio Tencati – o técnico mais longevo do país, no comando do time paranaense desde 2011.

– O Cláudio nunca contratou nomes caros, sempre com orçamentos baixos e o clube é altamente rentável. Para ter um projeto desses aqui em Minas, não poderia ter um treinador rodado no estado. Tem que ser mais ousado, com outra cabeça, cabeça nova. O Rodrigo é um cara que não dá coletivo. Ele trabalha defesa, meio, ataque. É um treinador diferenciado e espero que ele consiga os resultados que estamos esperando. Não adianta ficar retrancado para não cair. O nome assustou, mas o presidente Roberto Túlio de Miranda deu muita liberdade para podermos trabalhar na organização – explicou.

CIÊNCIA E TECNOLOGIA

Para melhorar o trabalho, Malamud traz à URT muita tecnologia junto com a nova comissão técnica. Com boa relação também no São Paulo, onde foi integrante do Conselho Deliberativo por alguns anos, o empresário trouxe um sistema de gestão para monitorar e mapear os jogadores a serem contratados.

– Cada atleta está sendo muito avaliado, quantos jogos ele faz por campeonato. Trouxemos um sistema de gestão de futebol que hoje é usado pelos grandes times. Eu trouxe o do São Paulo. Esse sistema serve para gerir esses jogadores, organizar. Fica tudo registrado. Estamos comprando GPS também para os jogadores usarem durante as partidas. É um projeto com muita tecnologia – contou.

NOMES DE PESO

Mas quem espera um jogador-bilheteria na URT para a disputa das três competições está enganado. O gestor garantiu que a equipe não terá nomes de peso, mas está garimpando talentos pelo Brasil. Até o momento, sete atletas foram contratados, entre eles, o meia Diogo, campeão Brasileiro pelo Fluminense, em 2010.

– Não estamos preocupados com nome, eu já falei isso com alguns torcedores: “Não esperem nomes, os nomes vão ser vocês da torcida”. Queremos uma equipe. A disputa da Série D, em 2016, deu uma ideia para a gente e mostrou jogadores jovens que dão a vida pelo futebol. O clube não tem nenhuma dívida, tem um bom marketing, bons patrocinadores, e apresentamos um projeto pé no chão. Nosso treinador está viajando e observando opções pelo Brasil.

Fonte: Globo Esporte

 

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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