
Foto: Arquivo Pessoal/Alexandre Henrique
A Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) iniciou um processo de consulta com as comunidades escolares da rede estadual sobre a possível adesão ao Programa das Escolas Cívico-Militares, promovido pelo Governo de Minas. A lista divulgada inclui mais de 700 unidades de ensino em todo o Estado, mas nenhuma escola de Rio Paranaíba foi contemplada nesta etapa da seleção.
A ausência da Escola Estadual Dr. Gonçalves Boaventura chama a atenção, principalmente diante da abrangência do programa, que visa implementar um modelo de gestão compartilhada entre educadores e militares, voltado para os anos finais do ensino fundamental e o ensino médio. Em contrapartida, duas escolas de Carmo do Paranaíba foram incluídas na lista: a Escola Estadual Amadeu Gonçalves Boaventura e a Escola Estadual Professor José Hugo Guimarães.
Sobre o programa
De acordo com a SEE/MG, a iniciativa tem como objetivo melhorar a convivência no ambiente escolar, reduzir a evasão, fortalecer valores como responsabilidade e respeito, além de promover um ambiente mais seguro e acolhedor. O modelo prevê a presença de militares na gestão administrativa e disciplinar, sem alterar a estrutura curricular.
Atualmente, nove escolas da rede estadual já aderiram ao modelo cívico-militar, com resultados considerados positivos pelo governo, como o aumento do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) e a redução da evasão escolar.
Consulta e próximos passos
As escolas selecionadas nesta etapa têm até o dia 18 de julho para consultar suas respectivas comunidades escolares e manifestar interesse na adesão. O governo destaca que a implantação dependerá também de critérios técnicos e institucionais, e que nem todas as escolas com parecer favorável serão obrigatoriamente contempladas.
Críticas
Apesar do otimismo do governo estadual, o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG) se manifestou contrário ao programa. A entidade afirma que o modelo “impõe uma lógica hierárquica e autoritária”, e defende investimentos em estrutura, valorização dos profissionais da educação e concursos públicos como alternativas mais eficazes.
E Rio Paranaíba?
Por enquanto, a escola estadual de Rio Paranaíba não está entre as contempladas para a consulta, o que pode indicar a não priorização do município nesta fase do programa. A expectativa agora gira em torno das possíveis próximas etapas e de como será o processo de expansão do modelo para outras cidades da região.






