
Conforme apurado pela nossa redação, o problema está relacionado à falta de um local autorizado para descarte de entulho no município. Com isso, trabalhadores do setor não conseguem esvaziar as caçambas, que permanecem cheias por vários dias nos mesmos pontos.
A situação foi relatada à reportagem por uma moradora que é filha de um caçambeiro que atua na cidade. Segundo ela, os profissionais do setor estão há cerca de dois meses sem local para descarte, após a proibição do uso da área onde funcionava o antigo lixão, sem que um novo espaço tenha sido disponibilizado.
De acordo com o relato, atualmente três caçambeiros atuam no município e todos enfrentam o mesmo problema. Com as caçambas cheias, o serviço acaba sendo interrompido, o que gera impactos diretos na rotina da população.
“Tem caçamba cheia parada na porta das casas porque não tem onde descartar. As pessoas ligam todos os dias pedindo para retirar, mas não tem como. Isso acaba acumulando água, sujeira, insetos e causa transtorno para quem mora no local”, relatou.
Ainda segundo a moradora, a falta de descarte tem impedido novos aluguéis de caçambas, prejudicando limpeza de lotes, reformas e construções, além de comprometer a renda dos trabalhadores. Há relatos de que o setor foi informado sobre a necessidade de aguardar mais 90 dias para que um local adequado seja definido.
Em alguns pontos da cidade, o entulho acaba sendo depositado fora das caçambas, ocupando calçadas e parte da via pública, dificultando a circulação de pedestres e veículos e gerando riscos sanitários.
O espaço está aberto para que a Prefeitura de Carmo do Paranaíba se manifeste, informando prazo para definição de um novo local de descarte e possíveis medidas emergenciais para reduzir os transtornos enfrentados por trabalhadores e moradores.













