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Dois policiais investigados pelo Gaeco de Uberlândia se apresentam em BH

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Dos seis policiais que estavam em condição de foragidos e são investigados na Operação ‘100 Anos de Perdão” do Ministério Público Estadual (MPE), em Uberlândia, dois se entregaram nesta semana em Belo Horizonte. Eles eram lotados nas delegacias de Polícia Civil de Uberlândia e Uberaba. As informações foram confirmadas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Uberlândia.

O G1 entrou em contato com a defesa do policial Rodrigo Gonçalves Mariano, que se apresentou na última terça-feira (30) na Corregedoria-Geral da Polícia Civil, mas o advogado estava em viagem e disse que deverá convocar coletiva de imprensa para falar sobre o assunto.

O policial lotado em Uberlândia se apresentou nesta quinta-feira (1°) na capital mineira. A reportagem não localizou a defesa do mesmo.

Ainda de acordo com a Promotoria de Justiça, eles ficam presos na Casa de Custódia do Policial Civil e os quatro foragidos de Uberaba, Araguari e Patrocínio devem se apresentar ainda neste mês para não perderem o cargo na corporação.

Em nota, a Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais informou que está acompanhando o caso e o remanejamento de efetivo para os cargos ociosos, a partir da prisão dos policiais, está sendo avaliado. Informou, ainda, que em 2016 foram designados mais de mil novos investigadores para todas as delegacias de Minas, que incrementou o quadro efetivo.


“O governo do estado já garantiu, que se necessário, o concurso será prorrogado, possibilitando a convocação dos excedentes”, diz a nota.

A Polícia Civil reiterou que estão sendo feitas adequações para melhorar a estrutura em toda a instituição e garantir uma melhor qualidade de atendimento à população mineira. Sobre a instauração de procedimento administrativo para apurar a conduta dos policiais, não houve resposta por meio da assessoria de imprensa.

100 Anos de Perdão

Os policiais são alvo das investigações do MPE, através do Gaeco, sob a suspeita de integrarem uma organização criminosa cuja principal atividade era realizar saque de cargas de drogas, armas e cigarros contrabandeados vindas do Paraná.

A operação denominada “100 Ano de Perdão” culminou no cumprimento de mandados de prisão preventiva contra 18 dos 19 investigados. Destes, seis pessoas já estavam presas por outros crimes e quatro foram detidas durante o cumprimento dos mandados, sendo três policiais civis de Uberlândia e Araguari e a companheira de um policial de Patrocínio.

De acordo com a Promotoria, a organização criminosa se dividia em dois núcleos nos estados do Paraná e em Minas Gerais. O núcleo paranaense identificava as cargas que interessavam ao grupo e instalava rastreadores nos caminhões. Enquanto isso, o núcleo mineiro aguardava a entrada dos caminhões no estado e os integrantes, incluindo nove policiais civis, faziam a prisão do motorista e a apreensão da carga.

Os boletins de ocorrências lavrados pelos policiais civis que faziam as abordagens dos caminhões eram inconsistentes. Geralmente eram finalizados com cerca de 24 horas depois do fato e, às vezes, relatando que o caminhão era encontrado aberto e sem o motorista próximo ao local.

Fonte: G1

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