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Diretora da Escola Dr. Adiron explica porque unidade não foi selecionada para o programa escola civico-militar do Estado

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Após a divulgação de que Rio Paranaíba ficou de fora da nova fase do Programa das Escolas Cívico-Militares promovido pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), o assunto gerou debate entre moradores e educadores da cidade. Muitos questionaram por que a Escola Estadual Dr. Adiron Gonçalves Boaventura, única da rede estadual em Rio Paranaíba com perfil para o projeto, não foi selecionada.

Em conversa com a redação do Paranaíba Agora, a diretora da instituição, Camila Bernardelli, explicou os critérios técnicos adotados pela SEE/MG. Segundo ela, apenas escolas localizadas em municípios com mais de 25 mil habitantes foram consideradas elegíveis nesta etapa consultiva. Nesse recorte, dentro da Superintendência Regional de Ensino (SRE) de Patos de Minas, apenas as cidades de Patos de Minas, Carmo do Paranaíba e São Gotardo tiveram escolas indicadas.

Outro critério importante, segundo a diretora, é o número de matrículas. Somente escolas com mais de 500 alunos foram consideradas, o que eliminou automaticamente várias unidades, mesmo em cidades que atendem ao critério populacional.

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Camila destacou ainda que a Escola Estadual Dr. Adiron Gonçalves Boaventura tem buscado participar ativamente de todos os programas e melhorias propostos pela Secretaria de Educação, mas que, neste caso, os critérios técnicos limitaram a inclusão.

É importante ressaltar que o Programa das Escolas Cívico-Militares é exclusivo para instituições da rede estadual. Escolas municipais não podem aderir, já que a gestão educacional municipal não está vinculada diretamente à SEE/MG nesse tipo de projeto.

A proposta prevê uma gestão compartilhada entre diretores escolares e militares da Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros, com foco na disciplina, segurança e valores cívicos, sem alterar a grade curricular. A adesão ocorre apenas após consulta formal à comunidade escolar, desde que a unidade esteja previamente indicada pela Secretaria de Estado.

Assim, a não inclusão de Rio Paranaíba neste momento não se trata de uma exclusão arbitrária, mas sim de critérios técnicos estabelecidos pela SEE/MG.

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