
O caso foi denunciado nas redes sociais, onde a mãe da criança desabafou:
“Mais uma vez, meu filho foi vítima de racismo na escola. Não é a primeira vez, e cada episódio dói — machuca, marca, cansa. […] Racismo não é brincadeira — é violência. E não vamos mais aceitar o silêncio diante disso.”
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Em contato com a redação do Paranaíba Agora, a mãe relatou que esta foi a segunda vez que o menino, que é negro, sofre esse tipo de agressão verbal dentro da escola.
No primeiro episódio, ocorrido no ano passado, a escola não comunicou os responsáveis e a situação só chegou ao conhecimento da mãe após o próprio menino contar em casa. “A diretora conversou comigo na época, mas não houve nenhuma ação efetiva”, afirmou.
Nesta nova ocorrência, que envolveu três crianças, novamente foi o filho quem comunicou a situação à mãe. Segundo ela, a escola mais uma vez não entrou em contato: “Só me disseram que a professora chamou a atenção dele. Mas quem sofreu foi ele”.
A mãe reforça que não pretende ir mais à escola, mas quer que o caso chegue até o Ministério Público e que medidas sejam tomadas:
“Crianças têm que ter esse tipo de palestra na escola. O meu filho é negro, até na certidão está assim. Mas nem por isso vou aceitar que falem assim com ele.”
A redação do Paranaíba Agora entrou em contato com a Secretaria Municipal de Educação e a secretária Elaine Boaventura, destacou ainda noite desta terça-feira que a escola sempre tomou medidas sócio-educativas e que ensina as crianças a tratar todos com igualdade. Segunda ela, não tem como punir de outra forma, pois são crianças que estão em processo de formação de personalidade.
Elaine ressalta que a ‘escola ensina, porém, cabe a família educar’ e que a Secretaria Municipal de Educação estará procurando os pais dos envolvidos ainda nesta quarta-feira na escola.
“A Escola sempre tomou medidas sócio educativas e sempre ensina as crianças a tratar todos de forma igual. As medidas que a escola toma são conversas com as crianças e com os pais das crianças.
A Escola ensina, porém cabe a família educar. Não temos como punir de outra forma pois são crianças pequenas e que estão em processo de formação de personalidade. Cabe a família ensinar que não podemos ter preconceito seja ela qual for.
Estarei procurando os pais dessas crianças amanhã na escola”, afirmou a secretária de educação de Rio Paranaíba.
A situação reforça a necessidade urgente de ações educativas contínuas sobre respeito às diferenças, igualdade racial e combate ao racismo no ambiente escolar.










