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Corpo de bombeiros apresentam dados de afogamentos e dão dicas para evitar acidentes na região

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O tempo seco e ensolarado tem feito com que a procura pela diversão em rios, lagoas, balneários e cachoeiras seja cada vez mais frequente pela população. Diante disso, é preciso redobrar os cuidados com relação aos perigos de afogamentos. Nossa reportagem conversou com o Subcomandante do Corpo de Bombeiros em Patos de Minas na tarde dessa sexta-feira (18) e ele ressaltou a importância dos cuidados.

Em conversa com a nossa reportagem, o Major Arthur disse que, no período de outubro de 2019 a março de 2020, foram registradas cerca de 12 ocorrências de afogamentos na área do 12° Batalhão de Bombeiros Militares que compreende o Triângulo Mineiro e o Noroeste de Minas. O Major ressaltou que os afogamentos acontecem principalmente neste período em que a população procura por lagos, cachoeiras, rios e afins para se refrescar do calor e não tomam os devidos cuidados. O Major disse ainda que quando ocorrer um afogamento, as pessoas devem ligar imediatamente para o Corpo de Bombeiros.

“O instinto das pessoas é entrar no local e tentar salvar a pessoa que está se afogando e isso é muito perigoso, o mais aconselhável é arremessar algo para a pessoa segurar, seja uma corda, boia ou algo do tipo” disse o oficial. O Corpo de Bombeiros ainda orienta para que as pessoas não entrem em locais desconhecidos e nem em locais com grandes profundidades. “É preciso sempre estar atento pois as pessoas nunca estão preparadas para esse tipo de situação. O ideal é entrar em cachoeiras, lagos e afins já conhecidos e até onde a altura da pessoa suporta” finalizou o Subcomandante.


Infelizmente, o número de afogamentos em Minas Gerais também apresentou alta (9,4%) em relação ao mesmo período do ano passado (janeiro-agosto). Para compreender melhor os fatores de risco que levam ao afogamento, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) realizou uma pesquisa qualitativa em seus registros de atendimento que demonstram que o perfil dos óbitos por afogamento em Minas Gerais é de homens, com idade média de 25 anos.

O levantamento apontou que, entre janeiro a dezembro do ano passado, o CBMMG registrou 281 vítimas fatais por afogamento em todo o estado, sendo 254 vítimas do sexo masculino, 26 do sexo feminino e 1 vítima de sexo não identificado. Já no comparativo entre os períodos, a pesquisa demonstrou que, entre janeiro e agosto de 2019, das 177 ocorrências de afogamento atendidas pelo CBMMG, 164 eram vítimas do sexo masculino, enquanto 12 eram mulheres e 1 vítima de sexo não informado. Neste ano, entre janeiro e agosto, o Corpo de Bombeiros registrou 188 ocorrências de afogamento em todo o estado, sendo que 170 homens vieram a óbito e 18 mulheres, se tornaram vítimas fatais nos rios, cachoeiras e lagos de Minas.

Além disso, 33% dos casos de afogamento acontecem na faixa etária entre 19 e 32 anos de ambos os sexos. A pesquisa mostra que é praticamente 10 vezes maior a incidência de afogamentos de homens do que de mulheres. Com base na análise qualitativa nos relatórios de atendimento das ocorrências, é possível afirmar que a bebida alcoólica funciona como um dos principais fatores contributivos de afogamentos. Funcionando como um estimulante, o uso indiscriminado do álcool faz com que seus usuários adotem ações mais ousadas e de exposição ao risco para impressionar seus grupos nas cachoeiras, lagos ou piscinas.

Fonte: Patos Hoje

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