Mãe é presa após criança de 2 anos ser encontrada sozinha em meio ao lixo dentro de casa em Patos de Minas Carmo do Paranaíba receberá sessão gratuita de cinema ao ar livre no fim de julho UFV inaugura Praça TaTudoBem no Campus Rio Paranaíba e amplia ações de promoção à saúde mental Adolescente perde controle de carro e atropela grupo de pessoas antes de jogo da Seleção em Patrocínio Seguro de Vida Empresarial: segurança para o negócio, cuidado com os colaboradores Dupla de Rio Paranaíba é vice-campeã regional do JEMG e garante vaga na etapa estadual Homem é preso após espancar e atropelar companheira em zona rural de Patos de Minas Atletas de Rio Paranaíba conquistam títulos em campeonato regional de tênis e projeto social prevê expansão da modalidade
Sicoob

Brasil enfrenta ‘megaepidemia com viés de alta’, diz Mandetta sobre COVID

LATICINIO
prefeitura
seucarro
O ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, crê que o Brasil enfrenta uma “megaepidemia” em curva crescente por conta do avanço do novo coronavírus. As variantes surgidas no Amazonas e no Reino Unido já foram detectadas em ao menos 17 estados. O Nordeste enfrenta a explosão de casos e óbitos em virtude da doença, enquanto Rio Grande do Sul e Santa Catarina tentam evitar o colapso do sistema de saúde. Ao Estado de Minas, Mandetta afirmou, ainda, que o número de infecções nos estados do Sudeste tende a subir nos próximos meses.
“Já estamos vivendo uma megaepidemia, com viés de alta. Estamos, praticamente, com todas as capitais do Nordeste — e conversei com Rio Grande do Norte, Fortaleza e João Pessoa — lá em cima (nos números da pandemia). Todos tentando fazer um tipo de lockdown ou algo similar. O Rio Grande do Sul, nesta semana, vai passar por um problema de estrangulamento, que é quando não há mais leitos disponíveis em todo o estado. No Sudeste — em São Paulo, Minas e Rio de Janeiro — sempre o aumento de casos é entre março e abril. A tendência é que o Sudeste aumente os casos progressivamente. A velocidade com que o vírus está se propagando é muito mais rápida que a velocidade da vacinação”, sentenciou, à reportagem, nessa quarta-feira (24/02).
Em janeiro, o ex-chefe da saúde federal disse, à TV Cultura, que o país poderia enfrentar a “megapandemia” em 60 dias se as mutações não fossem monitoradas adequadamente. Em algumas localidades, contudo, os efeitos já são sentidos. Em solo amazonense, o número de mortes por COVID-19 contabilizadas neste ano — 5.314 — já superou o de 2020, quando foram 5.285 baixas. Os dados de 2021, vale lembrar, contemplam óbitos do ano passado, mas oficializados após investigação.
Ao todo, o Brasil soma 10.324.463 casos e 249.957óbitos. Em 45 dias, foram registradas 50 mil mortes e, antes mesmo do fim deste mês, as 200 mil vítimas contabilizadas em janeiro transformaram-se em quase 250 mil.
“O governador do Distrito Federal (Ibaneis Rocha, do MDB) quer fechar Brasília, para que não entre gente de Goiás ou do Tocantins. Já começa a haver esse tipo de situação, em que irmão desconhece irmão, por conta da absoluta falta de prevenção, absoluta falta de clareza sobre tratamentos e vagas e hospitais. Médicos, enfermeiros e fisioterapeutas estão esgotados. Muitos morreram dessa doença, assim como muitas esposas, pais e filhos. Eles estão para lá de esgotados, o que gera uma somatória muito complexa para calcular o tamanho do que vem pela frente”, vislumbrou.

Reflexos se aproximam

pandemia fez com que o país direcionasse o sistema de saúde ao enfrentamento do vírus. Assim, procedimentos tidos como menos graves acabaram cancelados. Consultas médicas e exames de rotina também ficaram em segundo plano. Para Mandetta, os efeitos podem ser sentidos agora. Apressar a vacinação pode diminuir o problema que se avizinha.
“Casos de câncer e cirurgias que deveriam ter sido feitas em 2020, agora chegam tardias. Muita gente chegando por não ter feito check-up ou prevenção cardíaca. Esse somatório de coisas antevê total falta de preparo do país para lidar com o semestre. Espero que Fiocruz e Butantan comecem a produzir em escala maior, para a gente chegar em julho pelo menos com a população de maior risco vacinada”.
Na projeção otimista traçada pelo ex-ministro, o país precisa encerrar o ano com a estratégia de imunização atingindo, ao menos, 160 milhões de pessoas.

Histórico

Ministro da Saúde entre janeiro de 2019 e abril do ano passado, Mandetta foi demitido por Jair Bolsonaro (sem partido). Enquanto o então chefe da saúde federal defendia a adoção de medidas restritivas, o presidente se mostrava cético em relação a ações do tipo.
Ele foi substituído pelo oncologista Nelson Teich, que durou menos de um mês no posto. O cargo foi ocupado pelo general Eduardo Pazuello, tido como especialista em logística. O militar assumiu interinamente e, tempos depois, acabou efetivado.

A entrevista

Estado de Minas publica, nesta quinta (25), trechos de entrevista exclusiva com Luiz Henrique Mandetta. A conversa ocorreu às vésperas do primeiro caso de COVID-19 no país, registrado em 26 de fevereiro do ano passado, completar um ano. À ocasião, ele era o ministro da Saúde. A íntegra vai ao ar nesta sexta (26), nas páginas impressas do jornal e na internet.
Fonte: Estado de Minas
COMPARTILHAR:

Goldnet
Escrito por

Redação Paranaíba Agora

O portal Paranaíba Agora completa oito anos levando informação com responsabilidade e credibilidade para todo Alto Paranaíba.