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Acusada de matar a mãe a marteladas é condenada a 18 anos de prisão; pode recorrer em liberdade

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O Tribunal do Júri condenou nesta terça-feira (18) Eva Maria Tomaz Pacau a 18 anos de prisão. Ela foi acusada de ter matado a mãe a marteladas em Patos de Minas no ano de 2014. O Ministério Público a denunciou por homicídio triplamente qualificado e ainda com 3 agravantes. A defesa pediu a desclassificação do crime para lesão corporal seguida de morte e ainda a desconsideração do meio cruel. A sentença foi lida por volta das 20h00.

Eva foi denunciada por matar a própria mãe, Severina Tolentino Pacau, na época com 84 anos, com golpes de martelo. O crime aconteceu por volta das 11h00 do dia 18 de novembro de 2014 na Rua Jacarandás, Jardim Esperança, em Patos de Minas. De acordo com a denúncia do Ministério Público, Eva teria dormido na casa da mãe que estava gripada, precisando de cuidados especiais. Pela manhã, Eva teria feito café para a mãe e depois disse que sairia para ir até a Vila Padre Alaor, onde realizaria trabalhos voluntários.

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Neste momento, Dona Severina disse que estava bem, motivando uma discussão entre as duas. Eva teria então, tomada por “sentimentos nefastos, segurado nos braços da mãe e, a sacudindo, a jogado ao solo. A vítima ficou sem nenhum meio de defesa e Eva se apossou do martelo de ferro que estava no armário da cozinha e desferiu vários golpes em sua mãe atingindo todo seu corpo, especialmente em sua cabeça, deixando vários ferimentos.”

Após as agressões, Eva teria evadido rapidamente jogando o martelo em meio a alguns sacos de lixo que estavam em via pública. Agonizando de dor, Dona Severina ainda conseguiu chamar por socorro e vizinhos foram até o local e acionaram a ambulância. Ela foi encaminhada para o hospital, mas não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo. No hospital, a vítima chegou a dizer para as enfermeiras: “Eu não entendo, ela me deu café, me deu de comer e depois bateu em mim”.

O promotor de justiça sustentou no Júri que Eva teria agido por motivo fútil, ou seja, por pensar que a mãe estava fingindo estar doente, com meio cruel e ainda com recursos que impossibilitou a defesa da vítima. O crime ainda teve as agravantes de ter sido contra a mãe, por a vítima ser maior de 60 anos e no âmbito doméstico. Já a defesa argumentou que Eva não quis matá-la, tendo apenas a sacudido, quando a mãe acabou ao solo. O advogado Brian Epstein mostrou o laudo médico para convencer os jurados de que não houve marteladas.

No entanto, os jurados apenas desconsideraram a qualificadora do meio cruel. A pena foi fixada em 18 anos de prisão, sendo dado a ela o direito de recorrer em liberdade. O defensor informou que vai conversar com a família para preparar o recurso que deve ser no sentido de reduzir a pena imposta. Foi revogada também a prisão domiciliar em que Eva se encontrava, o que indica que, se não houver redução significativa da pena após o recurso, ela deverá cumprir inicialmente a pena em regime fechado.

Fonte: Patos Hoje

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Escrito por

Redação Paranaíba Agora

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