
Hulk pediu para a torcida do Galo apagar os sinalizadores — Foto: Flávio Tavares/O Tempo
Com protestos da torcida do início ao fim da partida, o Atlético não conseguiu sair com a vitória do Mineirão, mesmo construindo boas jogadas. O Palmeiras venceu o Galo por 1 a 0, na noite desta quarta-feira (28), pelo Brasileirão. Na bronca com a equipe, que não vence em casa há quase três meses, os torcedores fizeram questão de demonstrar a indignação até antes da bola rolar.
A última vitória do Galo no Gigante da Pampulha foi no dia 5 de julho, contra o Emelec-EQU, pelo jogo de volta das oitavas de final da Libertadores por 1 a 0. Desde então, o Atlético acumula quatro derrotas e três empates como mandante.
Manifestações da torcida
Antes mesmo da bola começar a rolar, os torcedores do Atlético começaram as cobranças. “Eu quero é raça, do time todo”, pediu a torcida alvinegra que marca presença de forma tímida no estádio. São esperados cerca de 25 mil torcedores na noite desta quarta-feira (28), no Mineirão. “Ei, Galo, vamos jogar”, também foi cantado pelos atleticanos.
Além disso, o jogo ficou parado por cinco minutos no Mineirão após a torcida no setor laranja inferior acender sinalizadores. “Acabou o amor. O Mineirão vai virar um inferno”, gritava a torcida do Galo, enquanto Hulk pedia o fim dos sinalizadores, que é proibido nos estádios brasileiros. Marcelo de Lima Henrique só reiniciou o jogo depois que eles foram apagados, mas a fumaça tomou conta do campo. Os jogadores também foram vaiados por conta da derrota.
Galo em cima
A partida começou muito movimentada para os dois lados. Com a posse de bola dividida nos primeiros 20 minutos – depois disso o Atlético sobressaiu -, a ofensividade das equipes falou alto e não faltaram boas oportunidades. Debaixo de chuva, todas as melhores chances do jogo foram com Keno, pelo lado esquerdo de ataque do Galo.
Trocando passes ou na velocidade, o time alvinegro mostrou facilidade para chegar ao campo de defesa adversário. Por isso, terminou o primeiro tempo com pelo menos quatro boas oportunidades de abrir o placar. Aos 38 minutos, Mariano cruzou bonito na área. Só que a bola chegou veloz demais para o chute de Keno, que até acertou a bola, mas pegou de mal jeito e ela foi para fora.
Por conta da ofensividade do Galo, a defesa ficou descoberta. Nos minutos finais o Palmeiras deu sinais de que poderia abrir o placar a qualquer momento. Enquanto a defesa ainda fazia a recomposição, Dudu deu um chute rasteiro de fora da área, que bateu na trave. No último lance do primeiro tempo, o Palmeiras chegou até a balançar as redes com Kuscevic, de cabeça, mas o gol não foi validado por impedimento. Sinal de alerta ligado ao Galo no intervalo.
Quem não faz, leva
Dito e feito. O Palmeiras conseguiu abrir o placar aos cinco minutos do segundo tempo, com Murilo. A defesa do Atlético ficou parada. Paralisada, só acompanhando a bola com os olhos, até ela morrer no fundo das redes. Nathan Silva, Jemerson e Allan, dentro da área, formando uma linha defensiva, deixaram Murilo chutar tranquilo ao gol, após receber a bola que Gustavo Scarpa.
No início, o Atlético parecia não ter sentido o gol sofrido e continuou em cima do Palmeiras. Oito minutos depois teve boa chance de empatar, desperdiçada por Sasha, que foi substituído na sequência por Alan Kardec. Depois da paralisação, por conta dos sinalizadores, o Galo ficou meio perdido e desesperado pelo resultado.
Atlético: Everson; Mariano, Nathan Silva, Jemerson e Dodô (Ademir); Allan (Otávio), Jair (Nacho Fernández) e Matías Zaracho; Eduardo Sasha (Alan Kardec), Keno (Pavón) e Hulk.
Palmeiras: Marcelo Lomba; Marcos Rocha, Luan, Murilo, Kuscevic e Piquerez; Atuesta, Gustavo Scarpa (Bruno Tabata); Rony (Breno Lopes), Dudu (Gustavo Garcia) e Mayke (Rafael Navarro).
Cartões amarelos: Jair, Zaracho e Dodô (Atlético); Luan, Dudu e Murilo (Palmeiras)
Público: 28.644
Renda: R$ 9.494.22, 19
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