
O avanço é atribuído principalmente à bienalidade positiva do cafeeiro, que alterna ciclos de menor e maior produtividade, além de condições climáticas mais favoráveis durante o enchimento dos grãos. Minas Gerais, principal estado produtor, deve colher 32,4 milhões de sacas, crescimento de 25,9% frente às 25,7 milhões da safra passada. Com isso, a participação mineira na produção nacional pode chegar a 49%.
As regiões do Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste devem liderar o crescimento em Minas, com alta estimada de 46,5% na produção. A produtividade média nacional é projetada em 34,2 sacas por hectare, aumento de 12,4%. Em Minas, a média deve alcançar 28,6 sacas por hectare, com avanço de 19,7%, influenciada pela predominância do café arábica, que tem rendimento inferior ao conilon.
A área em produção também deve crescer. No país, a estimativa é de 1,93 milhão de hectares em 2026, alta de 4,1%. Em Minas Gerais, a área produtiva pode chegar a 1,13 milhão de hectares, crescimento de 5,1%, com expansão em todas as regiões produtoras.
Além da bienalidade, o regime de chuvas mais regular e a entrada em produção de áreas renovadas nos últimos anos reforçam o cenário positivo. Com os números preliminares, o setor cafeeiro inicia 2026 com expectativa de recuperação e possibilidade concreta de novo recorde histórico.
Com Agência Minas






