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Pressão continua: Café cai quase mil pontos e vai abaixo de 170 cents/lbp em Nova York

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O mercado futuro do café arábica voltou a operar com queda livre nesta sexta-feira (28) e no início da tarde recuava mais de 5% na Bolsa de Nova York, o equivalente a mais de 900 pontos e queda que coloca as negociações abaixo de 170 cents/lbp.

Por volta das 12h25 (horáriod de Brasília), março/93 tinha queda de 985 pontos, valendo 167,20 cents/lbp, maio/23 tinha baixa de 960 pontos, cotado por 166,30 cents/lbp, julho/23 tinha baixa de 910 pontos, valendo 165,55 cents/lbp e setembro/23 tinha baixa de 865 pontos, cotado por 164,75 cents/lbp.

Em Londres, o café tipo conilon também recua forte nesta sexta. Janeiro/23 tinha baixa de US$ 43 por tonelada, negociado por US$ 1835, março/23 tinha baixa de US$ 40 por tonelada, negociado por US$ 1824, maio/23 tinha queda de US$ 38 por tonelada, valendo US$ 1817 e julho/23 tinha queda de US$ 34 por tonelada, valendo US$ 1816.

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Há duas semanas o mercado de café está bastante pressionado pelas chuvas no Brasil, preocupação com consumo diante de uma recessão global e principalmente pela expectativa do mercado de uma safra cheia para o Brasil no ano que vem.

Segundo Fernando Maximiliano, analista de mercado da StoneX Brasil, a sexta-feira está sendo marcada por uma liquidação por parte dos fundos em Nova York. “Sentimento gerado pela perspectiva de menor demanda por conta da inflação e crise econômica, e perspectiva de que a safra 23/24 seja ampla, com a florada e retorno das chuvas”, afirma o analista.

O café segue com fatores que poderiam dar suporte aos preços, como os estoques certificados que continuam em queda, mas os fatores macroeconomicos estão pesando mais neste momento, afirma o analista.

No Brasil, o mercado que já estava travado com a baixa dos últimos dias deve ter uma sexta-feira de poucos negócios. O produtor, que ainda não sabe o tamanho da sua produção para 2023 pouco participa do mercado. Além disso, as atenções no campo continuam voltadas para as previsões climáticas que mantêm atuação do La Niña, fator que deixa o produtor ainda mais cauteloso.

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Redação Paranaíba Agora

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