
Segundo a OAB local, a prática criminosa consiste em abordagens fraudulentas feitas por indivíduos que se passam por advogados ou representantes de escritórios jurídicos. Utilizando informações verdadeiras de processos judiciais — muitas vezes acessadas por meio de plataformas públicas — os golpistas entram em contato com as vítimas solicitando pagamentos de taxas, custas processuais, liberação de alvarás ou valores referentes a precatórios e acordos judiciais inexistentes.
As abordagens geralmente ocorrem por telefone, WhatsApp, e-mail ou outros aplicativos de mensagens, e envolvem documentos falsificados, com supostos timbres de tribunais, assinaturas digitalizadas e outras estratégias para dar veracidade ao golpe.
O que fazer em caso de abordagem
A OAB orienta que, caso receba uma solicitação suspeita, a pessoa deve:
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Nunca realizar pagamentos de imediato;
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Entrar em contato diretamente com o advogado de confiança ou com o responsável pelo processo;
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Verificar a inscrição do suposto advogado no site oficial da OAB (www.oab.org.br);
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Não fornecer dados pessoais ou bancários sem confirmação da origem do pedido;
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E em caso de tentativa ou confirmação do golpe, registrar um boletim de ocorrência e comunicar seu advogado.
A entidade reforça que a OAB não solicita valores diretamente à população e não atua como intermediária em cobranças judiciais. A presidente da 167ª Subseção ressalta que a informação é a melhor ferramenta de prevenção, especialmente para pessoas que têm processos em andamento e podem ser alvos mais fáceis para esse tipo de fraude.
Proteção começa pela informação
A OAB de Carmo do Paranaíba pede que o alerta seja amplamente compartilhado com familiares, amigos e pessoas com ações judiciais em curso, como forma de coibir a atuação desses criminosos.
A subseção reafirma ainda seu compromisso com a ética profissional, a segurança da advocacia e a proteção dos direitos da população, colocando-se à disposição para dúvidas e orientações.






