
De acordo com o relatório da Polícia Civil, a mulher foi flagrada por testemunhas ao arremessar um filhote de gato de aproximadamente dois meses contra uma estrutura de concreto, nos fundos de um comércio localizado no centro da cidade. O animal havia se aproximado do local para se alimentar quando foi brutalmente agredido. A Polícia Militar foi acionada e, ao chegar, encontrou o filhote caído, sem reação, com sangramento nasal e visíveis sinais de lesões graves.
Levado com urgência até a clínica veterinária 4 Patas, o animal foi atendido pelo médico veterinário Dr. Edmar, que constatou hemorragia cerebral, edema, fratura craniana do lado direito e uma lesão ocular grave.
Ainda conforme apuração exclusiva da reportagem, a própria autora teria confessado o ato no momento da ocorrência. Além disso, o caso foi agravado pelo relato de ameaças feitas pela autora contra o tutor do animal, incluindo ameaças de morte, o que levou a Polícia Civil a também indiciá-la pelo crime de ameaça.
A investigação foi conduzida com base em provas testemunhais, laudos veterinários e o boletim de ocorrência lavrado no dia dos fatos. O inquérito já foi encaminhado ao Ministério Público para adoção das medidas legais.
O caso causou grande comoção em Rio Paranaíba, mobilizando protetores de animais e diversos moradores, que exigem punição rigorosa. A Polícia Civil reforça que maus-tratos a animais é crime previsto no artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/1998), com pena que pode ultrapassar cinco anos de reclusão, além de multa.









