
Durante a reunião, foram relatados prejuízos recorrentes causados pela instabilidade da rede elétrica, tanto na zona urbana quanto na zona rural. O diretor das rádios Paranaíba FM e Máximus FM, Rogério Silva, destacou os impactos diretos na radiodifusão, como danos em transmissores, nobreaks e períodos frequentes fora do ar, comprometendo o acesso da população à informação e gerando altos custos de manutenção.
Representando a cadeia produtiva do leite, o vereador e empresário do setor de laticínios, Brenno Willian Gomes Resende, ressaltou que produtores e indústrias enfrentam perdas constantes, como queima de equipamentos, prejuízos com a perda de leite por falta de refrigeração e gastos elevados com o uso de geradores. Ele também chamou atenção para as falhas nos serviços de telefonia e internet durante as quedas de energia, o que dificulta o registro de ocorrências junto à concessionária.
Empresas do setor cafeeiro e do agronegócio, como a Transagro, relataram paralisação de escritórios, oficinas e equipes de campo, além da queima de motores e equipamentos, principalmente em períodos de safra. Segundo representantes, o problema não é recente e se arrasta há anos sem solução efetiva.
O presidente do Sindicato dos Produtores Rurais, Walmir Garcia, informou que, após sucessivas tentativas de diálogo sem retorno por parte da Cemig, será protocolada uma ação coletiva junto ao Ministério Público. Para isso, será disponibilizada uma lista de adesão para a população. Na zona rural, os formulários serão encaminhados aos produtores por meio dos leiteiros. Já na área urbana, a lista ficará disponível em comércios, na rádio, no sindicato e na prefeitura. Todos os participantes deverão informar os protocolos registrados junto à Cemig durante as quedas de energia, para fortalecer a documentação da ação.
O presidente da Câmara Municipal, Nilton Boaventura, destacou que reuniões previamente agendadas com a Cemig foram canceladas, reforçando a insatisfação da população e a necessidade de medidas mais firmes. Segundo ele, a Câmara apoia integralmente a mobilização e a busca por soluções legais.
A mobilização segue aberta à participação de moradores da cidade e do campo. Lideranças reforçam que o problema é antigo, já abordado em diversas reportagens, e que a união dos setores é fundamental para dar um basta às constantes quedas de energia em Rio Paranaíba.









